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Igreja Pedra Viva
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Breve história da Igreja Pedra Viva


Jônatas M. Liasch

Deus, através dos tempos, tem levantado homens para conduzir o seu povo ao avivamento e à renovação espiritual. A história relata vários casos em que ministros do evangelho, inconformados com o marasmo espiritual reinante nas igrejas, foram usados por Deus para despertá-las e levá-las a viver a realidade em Cristo, trazendo salvação aos perdidos, crescimento espiritual e ainda visão aos servos de Deus.

Para entender a história da Igreja Pedra Viva, é preciso primeiro conhecer um pouco da história do pastor Pedro Liasch Filho, a quem, aos 48 anos de idade, Deus tocou profundamente, dando-lhe a visão para realizar um trabalho do qual ainda nada sabia.

A sua história começa precisamente em 29 de maio de 1935, data de seu nascimento. Foi o primeiro de nove filhos do casal Pedro Liasch e Maria Flor da Rosa Liasch. Pedrinho, como ainda hoje é chamado por sua mãe, por seus irmãos e pelos parentes, foi um milagre de Deus.

Logo ao nascer foi acometido de uma doença conhecida popularmente como mal de simioto, caracterizada por anemia e desidratação profunda. Aos oito meses de idade, a doença agravou-se de tal maneira que o seu corpinho ficou pele e osso. A temperatura corporal baixíssima deixou-o à beira da morte. Dona Francisca, sua avó materna, levou-o ao médico, que recomendou banhos com água bem quente.

O menino reagiu bem aos banhos, melhorando a temperatura, e o mesmo médico deu-lhe outra recomendação: que daquele dia em diante Pedrinho fosse alimentado somente com leite de cabra. E assim foi. Não demorou muito, e ele começou a melhorar, até ficar plenamente recuperado.

Quando era criança, com mais ou menos cinco anos de idade, influenciado pelos pais e pelos avós, crentes fiéis, Pedrinho costumava brincar de igreja, fazendo o papel de pastor. Por isso, Francisco Flor da Rosa, seu avô materno, sempre dizia que ele ainda seria pastor.

Pedro Liasch Filho, no entanto, teve uma conversão legítima aos 20 anos de idade, em outubro de 1955, quando, passando pela praça Brasil, em Londrina, PR, ouviu uma apresentação do coral presbiteriano. A sua experiência com Cristo, cujos detalhes você verá adiante, é impressionante.

O sumiço de Tinhorão

Àquela época, com o pseudônimo de Liasch Filho, Pedrinho trabalhava como co-apresentador do programa sertanejo Arraial da alegria, da Rádio Cornélio, em Cornélio Procópio, PR. Era também cantor de músicas nordestinas e promovia shows nas cidades da região, contracenando com um humorista cujo pseudônimo era Tanaka. Foi depois para a Rádio Londrina, onde atuou como ator principal de uma novela radiofônica, Luar do sertão. Tinhorão era o nome de seu personagem.

A conversão marcou-lhe a vida profundamente, bem como a existência de seus familiares. Eis o resumo dessa experiência, que ele conta em seu livro Músicos de Cristo (São Paulo: Reviva, 2000, p. 37):

Em outubro de 1955, na praça Brasil, em Londrina, numa tarde de domingo, ouvindo um coral presbiteriano, cujas músicas celestiais mexeram profundamente com os meus sentimentos, fui tocado pelo Espírito Santo. A impressão foi tão grande que, chorando copiosamente, eu entreguei a minha vida para Deus. E naquele mesmo dia, à noite, fui à igreja e comecei a trilhar o Caminho Santo, que algum dia me levará a um país chamado Paraíso, além do horizonte sem fim.

Fato inusitado, porém, é que, ainda sem nenhum conhecimento bíblico ou doutrinário e sem qualquer orientação que o levasse a tomar uma decisão de cunho religioso, naquela mesma semana, por conta própria, Pedrinho largou tudo: rádio, shows e novela. Viram-se em um grande problema os produtores de Luar do sertão: o sumiço do personagem Tinhorão.

O jornal Folha de Londrina procurou Liasch Filho para entrevistá-lo e esclarecer o motivo de tal decisão. Ele não sabia explicar. de uma coisa tinha certeza: aquela vida velha não o interessava mais, uma vez que tudo lhe era estranhamente desagradável.

Três meses após a conversão, foi batizado nas águas e em seguida ingressou no ministério como evangelista auxiliar, trabalhando na Tenda de Salvação (circo de lona armado em uma praça), liderada pelo pastor Mário Roberto Lindstrom. Juntos, com essa tenda, fundaram a Igreja Avivamento Bíblico de Londrina. No primeiro batismo, 150 pessoas desceram às águas. Em seguida, inauguraram filiais da igreja em Cornélio Procópio e Bandeirantes, PR, e em Santo André, SP.

Salvo de um atentado com ácido

A Tenda da Salvação era bem rudimentar e podia facilmente ser destruída por fogo ou por algum abrasivo. Isso de fato aconteceu, em Bandeirantes. À frente do trabalho estavam o evangelista Clóvis Nabarreto Rebesco e Pedro Liasch Filho, na época auxiliar de Clóvis. Eles foram alvos de um atentado por parte da Congregação Mariana daquela cidade.

Por causa do calor, para facilitar a ventilação, eles costumavam deixar os panos da tenda erguidos, inclusive os que ficavam atrás da plataforma. Naquela noite, porém, em que o padre da cidade incitou os congregados marianos a invadir a tenda e destruí-la, Pedro, por providência divina, havia deixado a lona da parte de trás abaixada.

Depois de promover um grande tumulto para derrubar a tenda, visando ainda atingir o evangelista Clóvis e ao seu auxiliar, os desordeiros jogaram ácido por trás da tenda, mas atingiram apenas os panos, que serviram de proteção aos servos de Deus. Eles não foram atingidos, mas os panos ficaram corroídos. Logo acionada, a polícia chegou e prendeu a maioria dos baderneiros.

Ministério de cura do corpo e da alma

Em 1956, em Cornélio Procópio, Pedro Liasch Filho casou-se com Antônia, com quem teve quatro filhos: Jerubal, Jeziel, Jônatas e Jerusa. Em 1957, foi dirigir a Igreja do Avivamento, em Assai, PR, e em 1959 dirigiu a igreja de Santo Anastácio, SP.

Em 1962, foi ordenado pastor pela Igreja Evangélica Avivamento Bíblico, tornando-se o pastor titular da igreja de Vila Nair, no Ipiranga, São Paulo. Nessa denominação, permaneceu até setembro de 1969.

Pedro trabalhou então alguns anos como evangelista, porém sempre ligado à área de música. Nessa época, formou um conjunto musical com os filhos e produziu discos evangélicos.

Paralelamente a essas atividades, passou também a exercer a profissão de fisioterapeuta. Ainda em 1969, fez importante descoberta terapêutica cujos detalhes foram descritos em sua breve biografia.

Musical do amanhã

Sempre dispondo de tempo e de recursos próprios a favor da obra de Deus, Pedro Liasch Filho até 1982 exerceu discretas atividades ministeriais. Mas em fins 1982, em um culto especial na Igreja Cristã Evangélica do Ipiranga, um dos missionários americanos que realizavam uma série de conferências naquela igreja, sem o conhecer, chamou-o e orou por ele, profetizando a respeito de uma grande obra que iria realizar.

De fato, sem ajuda financeira de ninguém, o pastor Liasch foi tocado por Deus para promover uma cruzada evangelística na cidade de Cornélio Procópio, PR, com a colaboração das igrejas locais Avivamento Bíblico, Presbiteriana Independente, Batista Renovada e Metodista.

O trabalho, denominado Musical do Amanhã, começou no ginásio de esportes XV de Fevereiro, o Quinzão. Contudo, por motivos técnicos, a campanha foi transferida para a Associação Comercial de Cornélio Procópio, e ali aconteceram coisas maravilhosas. Embora realizado em local onde se realizavam bailes e festas fúteis, o trabalho causou profunda impressão entre os evangélicos. Era feito com muita música, alegria e unção do Espírito.

Durante uma semana, entre quatro e nove de julho de 1983, com a participação de 11 músicos e alguns pastores de São Paulo e de Maringá, entre os quais Cássio Colombo, Nilton Tuller, Osvaldo Fuentes, o Musical do Amanhã evangelizou centenas de pessoas.

De fato, o poder de Deus manifestava-se em cada reunião, e todos os dias eram muitos os convertidos, somando-se mais de 120 decisões. Um dos frutos dessa campanha foi a conversão de Jônatas Manaém Liasch, filho do pastor Pedro, que veio a ser pastor e músico, hoje conhecido como pastor Natinha, autor de vários sucessos musicais, comoEstrela da manhã”, “Sonda-me” e outros.

Visão evangelística musical

A cruzada em Cornélio Procópio produziu também grande despertamento evangelístico, como nunca se vira no meio da mocidade das igrejas que participaram do evento. Os crentes foram renovados, e mesmo depois da campanha a mocidade foi despertada espiritualmente para evangelizar e buscar a Deus.

O pastor Pedro Liasch Filho não tinha noção do que acontecia naquele momento, mas ali começava a história da Igreja Pedra Viva, pois foi a partir do sucesso dessa cruzada que ele recebeu a visão de um trabalho evangelístico musical.

Em agosto de 1983, fundou a ENBRACE (Entidade Brasileira de Comunicação Evangélica), cuja denominação foi alterada para Missão Pedra Viva e posteriormente para Ministério Pedra Viva. Em dezembro de 1985, fundou a Banda Rara.

Embora ainda sem registro, a ENBRACE começou a produzir folhetos para evangelização. Da autoria do pastor Pedro Liasch Filho, foram publicados os seguintes títulos: Eu voltarei, O homem que nasceu de novo, Realidade em Cristo, O maior tesouro do mundo, Fonte de água viva, Alfa e Ômega, As marcas de Deus e Supernave sideral aproxima-se da Terra. Publicou também folhetos de outros autores: Jesus de Nazaré, Ferido pelas nossas transgressões, Quando o pecador é algo sagrado, Plenitude da salvação e outros.

Como jornalista, diplomado pela Faculdade Cásper Líbero, o pastor Pedro Liasch Filho continua criando folhetos evangélicos. Escreve o editorial do BIP (Boletim da Igreja Pedra Viva) e artigos para a imprensa evangélica em geral. É escritor evangélico, com três livros publicados, como foi dito em sua breve biografia.

O nascimento da Banda Rara

O primeiro grupo misto denominado Banda Rara, nome criado e registrado pelo pastor Pedro Liasch Filho, foi formado provisoriamente por alguns músicos profissionais, por exemplo: Josafá, Elias, Théo, Misael, André e Gerson, além de Jerubal, Jeziel, Jônatas e Jerusa, filhos do pastor Pedro.

O objetivo do primeiro grupo da Banda Rara foi gravar o primeiro disco, acompanhando o cantor Jesa. Esse lançamento teve a participação especial de Jerusa, que nesse trabalho foi descoberta como cantora. Do vocal participaram Jazarias, Celma, Dirce, Joana, Verinha, Shirley, Tucha, Milu, Miriam, Ozeias e Fátima.

Na década de 1980, havia poucos grupos musicais constituídos, e a maioria estava direcionada para um estilo de música mais ligado à orientação denominacional ortodoxa. Revolucionando a música evangélica, o aparecimento da Banda Rara foi sem dúvida providencial. Dirigida por Natinha, e posteriormente por Jeziel, com notório sucesso, a Banda Rara surgia como algo renovador no meio musical evangélico.

A primeira formação da Banda Rara tinha a participação dos filhos do pastor Pedro Liasch Filho, Jeziel, Jônatas (Natinha) e Jerusa. Também participaram da banda sucessivamente, Maurílio Santos, Mário Lima (Marinho), Jazarias Dantas e a sua esposa Selma, Wagner Archela, Wagner Rosa, Miguel Garcia, Jonas Souza (Joninha), Jonas Isidoro, Josué Paulo, José Alves (Zezinho), Josué Pereira (Caçula), Aldo Gouveia e Hulda Noemi.

Ao iniciar as suas atividades na evangelização, utilizando-se da música como o principal meio de comunicação, a Banda Rara tornou-se a base para o surgimento da Igreja Pedra Viva. Com grande enfoque evangelístico, o grupo teve oportunidades excepcionais de levar a palavra de salvação por meio da música a muitos lugares onde até então nem pregador nem grupos musicais haviam chegado para falar de Jesus. Na verdade, Deus proporcionou circunstâncias favoráveis para que a Banda Rara se apresentasse em ginásios de esportes, restaurantes, pizzarias e boates — e em espaços convencionais também, como igrejas e centros de convenções.

Em alguns desses lugares, foi pioneira, estabelecendo novos paradigmas para a música evangélica, criando um novo conceito musical, de onde surgiu no Brasil a expressãomúsica gospel”. Teve também importantes e destacadas apresentações semanais, no evento denominado Terça Gospel, realizado na então conhecida casa de espetáculos Dama Xoque.

A primeira banda gospel no Olympia

Foi em 10 de outubro de 1989 que a Banda Rara teve o maior favor de Deus concedido a um ministério musical até aquela data. No lançamento do CD Humanidade, o grupo teve a oportunidade de se apresentar no palco da que era então a maior casa de espetáculos da América Latina: o Olympia, em São Paulo. Nenhum grupo evangélico havia se apresentado em qualquer das casas paulistanas de shows seculares. E Deus concedeu esse privilégio à Banda Rara.

Depois, em 1991, apresentou-se ainda em outros espaços musicais da capital paulista como no Palace (hoje DirecTV Hall) e novamente no Olympia. Apresentou-se também em festivais no ginásio do Ibirapuera e no estádio do Pacaembu. No Rio de Janeiro, apresentou-se no Canecão e na Apoteose; em Salvador, na Concha Acústica e no ginásio Balbino; em Belém do Pará, na praça da República e no ginásio municipal. Fez apresentações ainda em outras capitais como Belo Horizonte, Curitiba e Brasília e nas principais cidades do país.

A Banda Rara também foi precursora na gravação de clips musicais de qualidade para a TV, destacando-se Vidas, dele participando como atores o pastor Pedro Liasch Filho, Robson nascimento, Fernando Brisola e outros. Até hoje esse clip é exibido em programas de televisão.

Banda Rara, o embrião da Igreja Pedra Viva

Depois de seis anos de evangelização por meio das publicações da Missão Pedra Viva e principalmente pelo trabalho da Banda Rara, o ministério foi alcançando muitos frutos para o Reino de Deus, e muitas pessoas se converteram a Jesus. Elas eram aconselhadas a se filiar à igreja evangélica mais próxima de sua residência.

Alguns, porém, assumindo o novo estilo de adoração e identificando-se com a doutrina do trabalho inovador realizado pela Banda Rara, não conseguiam se adaptar em outra igreja evangélica e preferiam ficar com a comunidade Banda Rara. Surgiu então a necessidade de se fundar uma igreja, a fim de congregar e discipular aqueles novos irmãos em Cristo.

Por isso, a Missão Pedra Viva se viu obrigada a instituir a primeira Igreja Pedra Viva em São Paulo, com o propósito de receber os novos convertidos e os que se renovavam espiritualmente mediante o trabalho evangelístico da Banda Rara, marcado pelo novo estilo musical.

Assim, com estatuto próprio, registrado em cartório no dia 10 de março de 1989, a Missão Pedra Viva foi oficializada, tornando-se a instituição que congrega as igrejas Pedra Viva. Foi então inaugurada a primeira Igreja Pedra Viva, à rua França Pinto, 499, na Vila Mariana, em São Paulo, Capital.

Devido ao crescimento registrado nos primeiros quatro anos, a igreja precisou de um local maior. Em 1994, transferiu-se para a rua Domingos de Morais, 2833, no mesmo bairro, onde permanece até hoje.

Cerca de dois anos após a mudança, a Igreja Pedra Viva contava com 50 músicos de qualidade, a maioria componentes de grupos musicais como Grupo Pedra Viva, Banda Rara, Banda Bani e Banda Kaleo. Nessa época, a igreja lançou Gratidão, o seu primeiro CD, gravado ao vivo com a participação desses grupos.

A segunda Igreja Pedra Viva

Fruto da visão missionária do pastor Pedro Liasch Filho, a igreja de Cornélio Procópio, a segunda Igreja Pedra Viva, foi fundada em 6 de agosto de 1995, resultado natural da expansão do Ministério Pedra Viva, iniciado em julho de 1983, coincidentemente na mesma cidade de Cornélio Procópio.

O local não poderia ser outro senão a antiga sede da Associação Comercial de Cornélio Procópio, exatamente onde, onze anos antes, fora realizado o Musical do Amanhã e onde teve início a história do Ministério Pedra Viva. Como também não poderia deixar de acontecer, o evento, nos três dias iniciais, teve a participação da Banda Rara.

De início, não foi estabelecido um ministério pastoral para a recém-fundada igreja. A ministração era realizada todo final de semana por vários obreiros e músicos enviados de São Paulo. Reconhecendo logo o erro, em janeiro de 1996, a Missão Pedra Viva enviou para o pastor Jônatas Manaém Liasch, que vinha exercendo o pastorado na igreja da Vila Mariana. Em janeiro de 1996, tornou-se oficialmente Igreja Pedra Viva, sendo Jônatas designado o seu primeiro pastor.

De 1996 em diante, a igreja de Cornélio Procópio passou por várias fases de desenvolvimento. Contudo, o passo mais importante para o seu crescimento foi dado em dezembro de 1998, quando a igreja se reuniu para comprar um terreno para o templo. Em passo gigantesco de e de coragem, todos os membros se juntaram para o grandioso empreendimento. Constando de um galpão de alvenaria de 300 m2 e do respectivo terreno, de 800 m2, a Igreja Pedra Viva em Cornélio Procópio adquiriu e quitou a sua sede própria. A igreja conta com mais de 100 membros.

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