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Minhas Reflexões
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Liberdade
Pedro Liasch Filho

Tinha eu talvez seis anos de idade quando assisti a uma cena inusitada, da qual nunca mais me esqueci. Morávamos numa gleba desmatada, no vale do rio Tangará, município de Cornélio Procópio, PR, onde meu pai, como lavrador, abria uma fazenda de Café, de propriedade de um armênio de nome Alberto Madi, a quem chamavam de Turquinho.

A pastagem para o futuro rebanho eqüino e bovino estava formada, e a cerca de arame farpado estava nos arremates finais. Na sede da incipiente fazenda, o administrador, “seu, mantinha confinado numa cocheira um cavalo negro, da raça manga-larga. Sua beleza a todos deixava pasmos. Alimentado com esmero, e muito bem cuidado, o animal tinha os pelos tão negros que, à luz do luar, chegavam a cintilar admiravelmente.

A cerca de arame que delimitava o pasto foi concluída bem tardezinha, e o sol estava se escondendo no horizonte. O administrador, ansioso por querer dar ao seu cavalo de estimação um agradável presente, antes do escurecer, foi à cavalariça e, abrindo a porteira, disse carinhosamente ao manga-larga: “Vai, preto, você está livre para desfrutar toda essa pastagem verdejante”.

No entanto, achando que acabava de ganhar liberdade ampla e irrestrita, o fogoso cavalo, relinchando, rabo empinado, pinoteando e soltando vento, saiu em disparada como um corcel negro. Galopando como ventania, desceu ladeiras, pulou riachos, subiu ribanceiras e continuou correndo. Ele não sabia que a sua liberdade estava circunscrita a uma cerca de arame, recém-construída.

Mas, continuou correndo. Correu e correu até que, sem o perceber, chocou-se violentamente contra a dita cerca, arrebentando-a toda e se cortando tão seriamente, que as farpas do arame, penetrando-lhe no peito e paletas, rasgaram sua carne, dilacerando-a de tal maneira que o deixou banhado em sangue.

O pobre animal não conhecia os perigos de uma cerca de arame farpado, pois, quase toda a sua vida tinha vivido numa cocheira. Além do mais, ele não podia divisá-la com nitidez, que estava escurecendo. Assim, o acidente foi inevitável, tornando-se realmente um espetáculo triste, com o qual ficamos muito chocados.

 um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12).

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