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Estudos Bíblicos
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O poder da comunhão
Pedro Liasch Filho

Simbolizada na cruz, tanto no sentido vertical quanto no horizontal, a comunhão dos santos só será completa se vier a ser cruzada, isto é, se os crentes estiverem em perfeita união com Deus e também verdadeiramente unidos uns com os outros. Com efeito, se assim permanecer, em plena comunhão, a Igreja Pedra Viva — ou qualquer igreja cristã local — constituirá uma partícula da universal igreja de Cristo, uma instituição divina tão poderosa que pode até arrombar as portas do inferno (Mt 16.18).

Se, por um lado, o poder da igreja está na força do Espírito Santo, por outro, o poder do Espírito está na força da comunhão dos crentes, que segundo a Palavra é “como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla de suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre” (Sl 133.1-3).

Observe-se que a união entre os irmãos, principalmente entre os membros do ministério, é como o precioso óleo com o qual se ungia o sacerdote, ou seja, tipicamente é como a unção do Espírito Santo, que dá vida, força e poder ao Corpo de Cristo.

É também como o orvalho do monte Hermom, uma montanha do Líbano sempre coberta de neve, cujo degelo dá origem ao rio Jordão, ocasionando ainda uma orvalhada constante sobre os montes de Sião. O orvalho do Hermom representa a unidade cristã, o chuvisco suave do poder de Deus que fertiliza o solo espiritual da igreja de Cristo.

Assim, a comunhão dos santos em uma congregação, seja pequena, seja grande, representa para essa comunidade o poder do Espírito para salvar e libertar, bem como o poder de Deus para o crescimento, progresso e edificação espiritual da igreja.

Lembra-se da canção segundo a qual somos importante para Deus e que temos valor, pois o Espírito Santo se move em nós? Isso teologicamente está correto, pois é através de nós que Deus manifesta a sua graça, o seu amor e o seu poder.

É o que afirmam as seguintes frases bíblicas: “... sinais se faziam pelos apóstolos” (At 2.43); “... por eles foi feito um sinal notório” (At 4.16); “Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas” (At 19.11); “[Deus] por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento...” (2Co 2.14); “... tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (2Co 4.7), “... despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.10).

A Palavra, nessas passagens, revela claramente que, no processo da comunicação divina, realmente somos importantes para o Senhor, uma vez que como “despenseiros da multiforme graça de Deus [...] manifestamos em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento”, do seu amor e do seu poder. Ele não tem outro meio de se comunicar com as suas mortais criaturas senão por intermédio dos crentes fiéis, os seus filhos queridos.

Consideremos que determinada igreja tenha apenas dois membros: eu e você. Ora, Deus ama a mim e ama você. No entanto, assim como preciso estar em comunhão com Deus e amá-lo e ainda manter comunhão com você e amá-lo também, do mesmo modo você precisa manter comunhão com Deus e amá-lo igualmente, como ainda deve manter comunhão comigo e amar-me também. Assim, praticando esse amor cruzado, tanto no sentido vertical quanto no horizontal, fechamos o circuito da comunhão, que por sua vez constitui uma harmonia espiritual através da qual se manifesta o poder e a graça de Deus.

Desse modo, unidos em amor, em plena comunhão com Deus e com nós mesmos, eu e você poderemos ainda amar e alcançar não só os descrentes, como também os frios na fé e os desviados do rebanho, levando-os à renovação espiritual ou à conversão.

Caso, porém, não haja entre nós e o nosso Deus a mais perfeita harmonia espiritual, resultante de verdadeira comunhão, não teremos nenhum valor, pois o Espírito Santo não poderá se mover nem em nós nem através de nós, uma vez que o canal de comunicação estará totalmente bloqueado.

Para entender melhor esse mistério, recordemos que em nossa conversão ou renovação espiritual “o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.5). Destarte, se não amarmos uns aos outros, descuidando-nos da comunhão e esfriando na fé, esse poder em amor concedido por Deus ficará retido e não sairá de nós. Além disso, ficando interrompido o canal da bênção, destinada a outrem, a graça e o poder de Deus derramados em nós pelo Espírito serão totalmente anulados.

Lembre-se de que no Reino de Deus não existe meio-termo. Disse Jesus: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Lc 11.23). Ou vivemos segundo o Espírito (Gl 5.16), lutando por Cristo, ou andamos conforme a natureza humana, vivendo ativa ou passivamente contra Cristo, ainda escandalizando o Reino.

De fato, se vivermos segundo a carne, não só desagradaremos a Deus (Rm 8.8), mas ainda nos tornaremos pedra de tropeço para os descrentes e estaremos impedindo a operação de Deus na vida de outras pessoas.

Convém lembrar a advertência de Jesus a respeitos dos que provocam os inevitáveis escândalos: “Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18.6).

Observe-se que a pedra de moinho pesava cerca de 300 quilos. Quer isso dizer que se o escandalizador do Reino viesse a ser lançado ao fundo do mar amarrado a uma dessas pedras jamais poderia volta à tona. Assim, nunca mais se tornaria obstáculo para o Reino de Deus.

No entanto, se andarmos no Espírito, seremos usados por Deus, considerando-se que o Senhor “por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento” e que somos “despenseiros da multiforme graça de Deus”.

Ora, como remidos do império das trevas, separados para o Reino do Filho do amor de Deus (Cl 1.13), não podemos jamais interromper essa comunicação divina, sob o risco de andarmos como filhos de Deus, introduzidos no seu Reino, vivendo, porém, a serviço do Diabo, produzindo os frutos do reino das trevas.

Lembre-se de que o poder e a autoridade da igreja estão na força do Espírito, como também o poder do Espírito está na força da comunhão dos crentes. Logo, a virtude da igreja local, o microcosmo da igreja de Cristo, reside na comunhão plena de seus membros, isto é, na união de todos, tanto com Deus, quanto com os irmãos.

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