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O atestado da divindade de Cristo
Pedro Liasch Filho

À primeira vista, é natural acharmos que as religiões são semelhantes, já que cada uma delas tem um líder e uma doutrina. Por exemplo: Confúcio, confucionismo (ainda que confucionismo seja mais filosofia do que religião); Siddharta Gautama, budismo; Maomé, islamismo; Cristo, cristianismo.

Confúcio, filósofo, estadista e moralista chinês viveu quando desaparecia o regime feudal da china, (séculos VI e V a.C.), tendo sido governador e ministro do Estado Lu. Basea-se a doutrina no Jên, que significa bondade, um estado de espírito, também designado de virtude transcendental. Segundo essa doutrina, a sabedoria se movimenta, mas a bondade permanece imóvel. O confucionismo foi tornado público através das obras O Grande Ensinamento e A Doutrina dos Humildes.

Siddharta Gautama, filósofo do Nepal, Índia, século IV a.C., foi o fundador do Budismo, palavra oriunda de Buda, que significa iluminado. Sua doutrina, incluindo a reencarnação, é baseada no que chamam de Quatro Verdades Nobres: 1ª, a vida é sofrimento; 2ª, a causa do sofrimento é o desejo; 3ª, o homem se liberta da dor por seu autodomínio; 4ª, para livrar-se do sofrimento e atingir o Nirvana (vácuo), o homem precisa percorrer os Oito Caminhos (acertados): Opiniões, aspirações, o falar, a conduta, modo de vida, esforço, observações, êxtase.

Já, Maomé é o fundador do Islamismo, palavra do árabe Islam, que significa submissão à vontade de Deus. No vale de Meca, onde nasceu, no século VII, Maomé teria recebido as revelações que deram origem ao Alcorão, o livro base das doutrinas do islamismo.

Além de religião monoteísta, o islamismo significa um modo de vida, uma existência integral, na qual permitem a poligamia, isto é, o casamento com mais de uma mulher. O inferno, para eles, é um lugar de purificação da alma, para os adeptos que não tiveram vida exemplar na terra. Somente os pecadores obstinados lá ficarão por toda a eternidade.

Para os maometanos, Adão foi o primeiro profeta, os outros foram Abraão, Moisés e Jesus. Alá é o seu único Deus, e Maomé, o seu último profeta. São obrigados a fazer orações cinco vezes ao dia, a praticar os rituais de limpeza por meio das abluções, e ao jejum, no mês de ramadã, que corresponde ao nono mês do ano lunar muçulmano. São obrigatórios também, ao menos uma vez na vida, a uma peregrinação à Meca.

Em contra partida, Jesus Cristo, conhecido como Jesus de Nazaré, porém, reconhecido como Filho de Deus, o Salvador do mundo, pelo hebraico, Messias e pelo grego, Cristo, constitui o fundamento do cristianismo.

A respeito do cristianismo, no entanto, existe um grande abismo que o separa de todas as demais religiões. A grande diferença é que Cristo não foi um simples líder religioso. Sua divindade se manifestou desde o seu nascimento sobrenatural, até durante e depois do seu ministério terreno, culminando com o fenômeno incontestável da sua ressurreição.

As mais notáveis profecias bíblicas são as que se referem a Jesus Cristo, o Messias. Nenhum fundador de qualquer seita existente no mundo, nem Confúcio, nem Siddharta Gautama, nem Maomé, nem qualquer outro poderia identificar com precisão algum texto antigo que tenha predito em profecias especificamente o surgimento dele. O islamismo, por exemplo, não pode apontar nenhuma profecia a cerca da vinda de Maomé.

No entanto, as Escrituras, não só predisseram a vinda, como também o ministério, a morte e a ressurreição de Cristo. Setecentos e cinqüenta anos antes da sua vinda, Isaias (9.6) falara também sobre os seus atributos e sua divindade: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz”.

Cristo não foi só um grande sábio, um refinado mestre, um santo profeta. Acham até que ele foi o maior dos filósofos já visto neste planeta. Mas isso não basta para descrever a grandeza e a singularidade da pessoa de Cristo. Segundo as Escrituras Sagradas (Jo 1.1-3), ele é o verbo divino: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.

Ensina-nos a teologia que a idéia principal de Verbo, Palavra (Logos em grego), termo aplicado a Jesus, constitui a revelação de que tudo o que Deus é subsiste em Cristo – o Deus eterno que se fez humano. Assim, Cristo, a Palavra de Deus, se tornou carne e vindo habitar entre os homens manifestou sua glória, como a glória do unigênito procedente do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14).

De fato, todo aquele que conhece a Jesus, logo descobrindo nele uma pessoa incomum, o reconhece como o verbo divino que habitou entre nós. Tomé, por exemplo, quando se convenceu de que Jesus tinha ressuscitado (Jo 20.28), de pronto, reconhecendo-lhe a divindade, exclamou: “Senhor meu e Deus meu”. Respondendo a pergunta de Jesus, que desejava saber quem era ele na opinião dos discípulos (Mt 16.16), Simão Pedro, respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

Já neste poema de glorificação, escrito aos Filipenses, Paulo, comunicando a notabilidade do ministério e da pessoa de Cristo, revelando sua divindade, diz que ele não teve por usurpação o ser igual a Deus, ainda se humilhou, tornando-se obediente até à morte, na cruz. “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.5-11).

Ele veio ao mundo não só para ser um filósofo, provido de toda a sabedoria, nem tampouco para ser um grande mestre ou ainda para ser um santo profeta. Tudo isso ele tem de sobra. Não é sem razão que a Palavra de Deus (Cl 2.9), diz que nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.

Como se não bastasse o testemunho das Escrituras a respeito da divindade de Cristo, o fato mais extraordinário que a demonstra incontestavelmente é a sua própria ressurreição. Nenhum outro líder, por mais famoso, carismático ou poderoso que tenha sido ou venha a ser, poderia arrogar-se a divindade, se não tiver, primeiro, vencido a própria morte, como o fez Jesus Cristo.

Logo depois da morte de Jesus, os principais sacerdotes e os fariseus pediram a Pilatos que ordenasse a uma guarda para vigiar o sepulcro com total segurança, uma vez que Jesus tinha previsto que ressuscitaria ao terceiro dia. “Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta”.

Tornando-se o símbolo da autoridade e do poder de Roma, o selo deveria ser protegido pela guarda romana. Se alguém tentasse mover a pedra da entrada do sepulcro violaria o selo, o que seria um crime contra Roma. Na verdade, ali fora enviada a guarda para evitar um suposto golpe por parte dos discípulos, e, por outro lado, a pedra fora selada para impedir que os guardas colaborassem na remoção do corpo.

Com efeito, não seria possível que o corpo de Jesus fosse roubado, a não ser que os sessenta homens da guarda fossem tomados de sono ao mesmo tempo, mesmo estando sob o céu aberto. Isso também não seria possível, já que o castigo para quem abandonasse o posto, ou dormisse nele seria a morte, cujo medo impunha aos soldados total dedicação ao dever, especialmente nas vigílias da noite. 

O fato é que, no domingo de páscoa, o corpo de Jesus não foi encontrado no sepulcro. A providência das autoridades judaicas para que o túmulo fosse selado e ainda guardado com total segurança acabou ajudando a demonstrar a veracidade da ressurreição de Cristo, pois, mesmo estando o sepulcro selado e muito bem guardado, o túmulo foi encontrado vazio, ficando patente a todos indiscutivelmente que Jesus tinha ressuscitado.

Ora, ora, nunca, até hoje, ninguém apresentou a mínima prova de divindade nem de Confúcio, nem de Siddharta Gautama, nem de Maomé, nem de qualquer outro líder religioso. Além disso, os restos mortais desses líderes e de tantos outros que existiram, ainda permanecem em seus túmulos. Não pela demonstração bíblica a respeito da sua divindade, senão também por ter vencido a própria morte, Jesus é o único que tem o testemunho da ressurreição.

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