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A Palavra de Cristo
Pedro Liasch Filho

Uma das características marcantes do cristianismo é que o cristão tem íntima relação com a Palavra de Cristo. Diz a Bíblia: “A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rm 10.17). Depois de haver falado sobre as muitas moradas que ele, no céu, iria preparar para os que viessem a crer nele e de lhes ter prometido outro Consolador — o Espírito Santo —, Jesus ainda fez esta impressionante declaração: “Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou” (Jo 14.24). Logo, a Palavra de Cristo é divina.

Por causa de uma dissensão entre o povo a respeito da pessoa de Cristo, os principais sacerdotes e os fariseus enviaram guardas para prendê-lo. Estes, porém, não lhe puseram as mãos. Então, respondendo eles às autoridades por não o haverem prendido, disseram: “Nunca homem algum falou assim como este homem” (Jo 7.46). Assim, também a Palavra de Cristo é incomparável.

Logo após haver proferido o Sermão Profético, no qual discorre sobre a destruição de Jerusalém, o aparecimento dos falsos profetas, a perseguição e as guerras e calamidades do fim dos tempos, Jesus afirma peremptoriamente: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Mc 13.31). A Palavra de Cristo é imperecível.

Em Nazaré, na sinagoga, logo depois de ter lido o livro do profeta Isaías, onde diz: “O Espírito do Senhor é sobre mim”, e de haver dito a todos os presentes: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”, “todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José?” (Lc 4.18,21, 22). Portanto, a Palavra de Cristo também é cheia de graça.

Tendo regressado para a Galiléia, no poder do Espírito Santo, no início de seu ministério, ainda em Nazaré Jesus impressionou a todos com a sua palavra, até mesmo os principais da sinagoga. “E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade” (Lc 4.32). Portanto, a Palavra de Cristo é plena de autoridade.

Foi na sinagoga de Cafarnaum, na Galiléia, que Jesus proferiu a mais controvertida pregação de seu ministério, declarando que era o Pão vivo que descera do céu e que, se alguém comesse dele, viveria para sempre. Disse ainda que o Pão que ele daria pela vida dos homens era a sua carne. Foi a gota d’água. À exceção dos apóstolos, todos ficaram escandalizados. Porém, disse-lhes Jesus: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6. 63). Com efeito, a Palavra de Cristo é espírito e vida.

Logo depois do controvertido discurso, muitos de seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele. “Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o filho do Deus vivente” (Jo 6.68,69). Note-se que a Palavra de Cristo também é transmissora da vida eterna.

No entanto, não nos basta que Jesus seja comprovadamente divino, como também não basta que a sua Palavra seja incomparável, cheia de autoridade, imperecível, cheia de graça, constituída de espírito e vida e ainda transmissora de vida eterna. A Palavra de Cristo só produzirá efeito em nossa vida se a guardamos em nosso coração, ou seja, quando a obedecermos.

Certa vez, próximo de Jerusalém, um pastor que tinha adormecido percebeu, quando acordou, que alguns guerrilheiros lhe haviam roubado algumas ovelhas. Sabia que era loucura atacar aqueles soldados para reaver os animais, mas de repente lhe veio uma idéia. Esperou que os soldados descessem uma ladeira até o vale e começassem a subir de novo.

Quando estavam no meio da subida, bastante íngreme, o pastor levou as mãos em concha à boca e começou a chamar as ovelhas, como fazia todas as manhãs. Ao ouvir a voz do pastor, as ovelhas fugiram dos ladrões e em disparada desceram rapidamente a encosta, passaram pelo vale e subiram de novo, sem que os soldados pudessem evitar.

Recebendo de volta as ovelhas, sem dúvida com muita alegria, o pastor escondeu-as em lugar seguro para que ninguém as roubasse outra vez. De fato, o pastor tem cuidado de suas ovelhas, e elas ouvem a sua voz. Só um detalhe: o bom Pastor nunca dorme no aprisco.

Guardando a Palavra de Cristo

Quem guarda a Palavra de Cristo tem comunhão com Deus. Tendo Jesus dito que haveria de se manifestar aos seus discípulos, Judas (não o Iscariotes), perguntou por que se manifestar a eles, e não ao mundo. Ao que Jesus respondeu: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (Jo 14.23). Quer isso dizer que Jesus se faz presente no coração daquele que guarda a sua Palavra, isto é, de quem obedece aos seus ensinamentos.

Certo crente, de nome Alfredo, quando chegou em casa foi informado pela esposa, dona Clara, de que o pastor Virgílio, recém-nomeado para o pastorado de sua igreja, viera visitá-los.

— E o que você lhe disse? — indagou o marido.

Respondeu ela:

— O pastor perguntou se Jesus morava aqui. E eu não soube o que responder.

Impressionado com a pergunta, Alfredo argumentou:

— Por que não lhe disse que somos pessoas de bom caráter, cumpridores de nossos deveres?

— Eu poderia ter dito isso — retrucou a esposa. — Mas não foi isso que ele perguntou.

— Você poderia ter dito que lemos a Bíblia e fazemos as nossas orações todos os dias — insistiu ele.

De novo, ela retrucou:

— Não foi isso que ele perguntou.

— Ora, você também poderia ter dito ao pastor que nós assistimos a todos os cultos e que participamos de todas as atividades da igreja.

E a cada sugestão ela repetia, chorando:

— Não foi isso que ele perguntou. Ele queria saber se Jesus morava aqui!

Então, o homem abraçou a mulher e, chorando com ela, começou a indagar de si mesmo: “Será que Cristo mora em nossa casa?”.

Assim, emendando algumas coisas, restabelecendo outras, eles acertaram a vida com Deus. Logo já não era preciso perguntar se Jesus morava naquela casa, pois todos viam que isso era uma realidade. “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (Jo 14.23).

Quem guarda a Palavra de Cristo, esse tem sempre o Consolador, o Espírito Santo. “Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (Jo 14.15-17).

Quem guarda a Palavra de Cristo, esse tem a provisão divina, pois será guardado da hora da provação. “Conheço as tuas obras —eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar — que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome [...] Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3.8, 10; ARA).

Finalmente, quem guarda a Palavra de Cristo, isto é, aquele que obedece aos seus ensinamentos, tem a vida eterna. “Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte” (Jo 8.51). Embora morra fisicamente, o cristão terá apenas morte temporária, pois ela finalmente será vencida pela ressurreição do corpo.

Diz ainda a Palavra: “Nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos” (1Jo 2.3). Quer isso dizer que, se não guardamos a Palavra de Cristo, também não o conhecemos. E, se não o conhecemos, dele igualmente não seremos conhecidos. “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7.22,23).

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