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Mandamentos do Atleta de Cristo
Pedro Liasch Filho

Um dos graves problemas por que passa a igreja de Cristo é a crise de identidade cristã. Já, no tocante aos cristãos esportistas que se denominam atletas de Cristo, o problema torna-se maior quando se trata de pessoas famosas, mas que, não tendo consciência de que deve viver dignamente diante do Senhor, ignora o mandamento da Palavra, segundo o qual, “... aquele que diz estar nele deve andar como ele andou” (1Jo 2.6), ou seja, separado das mazelas do mundo.

Enquanto um bom testemunho de pessoas em destaque, por exemplo, um atleta cristão, pode atrair muita gente para Cristo, o mau comportamento dele dentro ou fora de campo, por outro lado, pode escandalizar muito mais pessoas, impedindo-as de entrar no reino Deus. Ao invés de se obterem proveitos para a Igreja de Cristo recuperando vidas, o que se obtém com os escândalos de alguns desses atletas, na verdade, são prejuízos irreparáveis para a causa evangélica.

Em vez dos frutos do Espírito, colhem-se as obras da carne, através da vingança de atletas, acintosamente reveladas nos revides, nas agressões, nos xingamentos até com palavras de baixo calão, bem como, nos mesquinhos interesses pessoais ou financeiros. Disse Jesus que é inevitável a ocorrência de escândalos, mas ai daquele por quem virá. “... Melhor lhe fora que se lhe pendurassem ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar” (Mt 18.6, 7).

Na verdade, um bom testemunho cristão constitui uma arma poderosa de evangelização. O bom exemplo dos tessalonicenses repercutiu de tal maneira que através dele a palavra do Senhor se fez ouvir em muitos lugares, e até em Macedônia e Acaia, cerca 200 quilômetros de Tessalônica. A respeito desse bom exemplo, Paulo (1Ts 1.8) escreveu afirmando que por toda parte tornou-se conhecida a fé que eles tinham em Deus, e que não precisava dizer mais nada sobre isso.

Disse Jesus: “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens” (Mt 5.13). Quer isso dizer que o sal, cujos valores constituídos do sabor e do poder de conservação, constituem figuradamente o bom testemunho do cristão, que exercerá influência salutar no mundo corrompido. Caso, porém, torne-se o sal insosso, sem sabor, perderá todo o seu valor.

Na verdade, o membro da Igreja de Cristo, seja ele atleta ou crente comum, tornando-se obediente à Palavra, e comprometido com o reino de Deus, não será nenhuma pedra de tropeço, pelo contrário, será sal e luz, como exemplo de ensinamento, vida e poder.

Outro problema que se verifica com alguns dos atletas cristãos, é que, desagregados da comunidade evangélica, consideram-se cristãos independentes. É possível? É claro que não, pois se não quiserem viver em comunhão, dependentes uns dos outros, também não poderão estar ligados a Cristo, ou seja, não poderão pertencer ao corpo de Cristo.

Nenhum membro separado do corpo poderá subsistir, ou seja, separado da comunidade, ficarão perdidos. Diz a Palavra (1Co 12.12-21) que, tornando-se um só, o corpo tem muitos membros, que embora sendo muitos constituem um só corpo. Assim, um membro não poderia dizer a outro: não preciso de você, uma vez que todos são dependentes uns dos outros.

Na verdade, os crentes incorporados à igreja, constituem o corpo ligado à cabeça que é Cristo. Ora, como poderia o atleta dizer-se cristão e ao mesmo tempo recusar a ser membro da Igreja? Poderia comunicar-se com a cabeça algum membro desligado do corpo? Só pertencem a Cristo, aqueles que são membros do seu corpo.  “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (1Co 12.27).

Tendo em vista estas questões, e ainda pretendendo combater à violência generalizada no esporte, bem como, visando contribuir para que os atletas cristãos venham a ser os melhores exemplos não só de esportividade, mas, acima de tudo, exemplos de cristianismo, e ainda sejam edificados na Palavra de Deus, por ocasião do 6º congresso anual da organização dos Atletas de Cristo, realizado em 1986, na cidade de Poços de Caldas, estado de Minas Gerais, elaborei uma cartilha denominada Onze Mandamentos dos atletas de Cristo, cujo teor reproduzo abaixo.

Prosperidade

Viva todo o tempo aprendendo. Não se conforme com o que sabe, pois o saber não ocupa lugar, e quanto mais se sabe, mais se necessita aprender. Aplique-se afincamente aos treinos e à disciplina, uma vez que nenhum caminho de flores conduz à prosperidade. A Palavra é clara: “Os negligentes desejam muito, mas nada possuem, enquanto os esforçados prosperam” (Pv 13.4).

Vitalidade

Fuja corajosamente do álcool, do fumo, das drogas e da promiscuidade. Alimente-se e durma bem. A saúde é uma riqueza inestimável que deixará de favorecer aquele que descuidadamente vier a desprezar os seus benefícios. Que não seja o caso em que, se tornando a saúde um tesouro, como de fato o é, cujo valor só será descoberto quando o perdemos. “Teme ao Senhor e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo, e refrigério para os teus ossos” (Pv 3.7, 8).

Falibilidade

Reconheça humildemente os próprios erros. Caso venha a falhar nalguma jogada ou na própria partida, não seja falso, nem fique ressentido, cometendo infrações ou ofensas que empanam o brilho da competição. Admitir as próprias falhas é o primeiro passo para que sejam corrigidas. Porém a vergonha de confessá-las fa-lo-á cometer outras maiores. “... O que encobre as suas faltas jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13).


Lealdade

Nunca seja insensivelmente maldoso. Jogue firme, porém, lealmente, reconhecendo, se for o caso, a superioridade dos adversários. A lealdade na disputa ou na jogada mais dura lhe dará consciência tranqüila mesmo diante de alguma fatalidade. “As feridas feitas por um amigo são provas de lealdade” (Pv 27.6).

Benignidade

Não se torne agastado à toa, nem de pronto vingativo. Revele-se um verdadeiro desportista, nunca revidando à deslealdade dos adversários. A ira é um sopro que apaga a luz da razão, e, além disso, um mal não justifica outro mal. A melhor maneira de vingar-se do inimigo é desassemelhar-se a ele. “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21).

Cordialidade

Não culpe severamente o companheiro de equipe. Não o critique repentinamente pelos erros que porventura venha a cometer. Em vez de censurá-lo rudemente, dê-lhe conselhos amistosos que poderão ajudá-lo, e de resto serão alegremente acatados. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1).

Solidariedade

Seja solidariamente unido. Se a competição é praticada em grupo, lembre-se de que o excesso de individualismo pode prejudicar o conjunto. Em todo o caso o importante é a integração técnica, tática e espiritual da equipe.  “De modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento” (Fp 2.2).

Humildade

Não seja levianamente orgulhoso. A fama de um esportista constitui sua maior herança. Por isso mantenha-a nos membros, pois se ela subir-lhe à cabeça, certamente a perderá. Assim como um claro véu não consegue ocultar a beleza de um rosto feminino, a modéstia pura pode valorizar as qualidades próprias do atleta. “A humildade e o temor de Deus, produzem riquezas, honra e vida” (Pv 22.4).


Honestidade

Seja intransigentemente honesto. Honre a camisa que veste, procurando ser digno dos aplausos e do salário que recebe. Seja vibrante na competição e acredite em todas as jogadas. “Servos, obedecei em tudo aos vossos senhores segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão só agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor” (Cl 3.22).

10º Exemplaridade

Seja ativamente um generoso exemplo para outros atletas. Tornando-se modelo ideal para a formação dos melhores desportistas do país, você poderá encerrar dignamente a sua carreira, e ainda vir a  ser um ex-atleta feliz quando entrar no rol dos veteranos. “... Torna-te padrão dos fieis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1Tm 4.12)

11º Amizade

Deixe brotar e fluir transbordantemente em sua vida o mais rico e o mais puro dom de que jamais se ouviu falar: o dom do amor. Quem o possui “... não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não se ressente do mal. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Ainda que eu seja o mais importante de todos os homens, se não tiver amor, nada disso me será proveitoso. Apenas “...serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Co13). De todos os mandamentos, o segundo maior é: “... Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31).

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