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O lado sombrio do esporte
Pedro Liasch Filho

Existe um lado oculto, o lado sombrio do esporte, extremamente negativo, que precisaria ser desencorajado firme e resolutamente pelos cristãos. São os esportes violentos por natureza, que, gerando violência, estimula a violência até originando a morte, como, por exemplo, o pugilismo e algumas lutas livres.

Pelo contraditório tais esportes não deveriam nem ao menos estar incluídos no atletismo, pois ao invés de promoverem o desenvolvimento físico e mental, que é o ideal do esporte, são na verdade a causa de destruição física e mental, bem como, de deterioração moral, pois suscitando a cobiça, o ódio, a contenda, a vingança, gera ainda mais violência. Dentre essas modalidades condenáveis, realçando o lado negativo do esporte, está o boxe.

Na verdade, o boxe jamais deveria enquadrar-se na categoria de esporte. Esporte é vida. Boxe é morte. De acordo com a medicina, um soco na cabeça, em certas circunstâncias, destrói um milhão de neurônios que não mais se reproduzem. Imagine centenas de golpes que um lutador recebe durante seus anos de profissionalismo!

Em conseqüência de sucessivas concussões ou traumatismos encefálicos, o boxe, ao longo de sua história, fez centenas de vítimas, muitas das quais vítimas fatais. Muitos pugilistas ficaram com danos cerebrais irreversíveis. Alguns ficaram cegos. Muitos, encerrando a carreira, ficaram com distúrbios mentais permanentes. Outros morreram imediatamente em conseqüências dos golpes fatais.

Segundo notícias dos sites boxergs, cdof, ringue, brdterra, portaldovt, e da enciclopédia Barsa, as notícias sobre mortes no ringue ou em conseqüência de golpes recebidos em luta são estarrecedoras. num período de 17 meses, a saber, de março de 1959 a agosto de 1960, 12 pugilistas morreram em conseqüência de nocautes ou de golpes em luta.

Em apenas dois anos (1997/98) no Japão morreram três boxeadores. Nos últimos 15 anos, na Indonésia 11 pugilistas morreram em combates ou dias após as lutas. Cinco dessas mortes aconteceram nos últimos 18 meses, ou seja, no período de 2004/2005.

Um dos casos que chocou o mundo foi a morte de uma pugilista amadora, Becky Zerlentes, 34 anos, que além de ser nocauteada, bateu a cabeça e morreu em 07 de abril de 2005, em Denver, Colorado.

Em data recente, em 17/09/2005, Leavander Johnson, de 35 anos, morreu vitimado de um derrame cerebral provocado pela enorme quantidade de socos que levou ao defender o título de campeão contra o mexicano Jesus Chavez.

É muito grande a quantidade de boxeadores que morrem por lesões em lutas. De acordo com as fontes citadas, a média gira em torno de dez por ano. morreram em todo o mundo mais de 500 pugilistas, seja no ringue ou em conseqüência de traumatismo craniano, coágulos ou derrames cerebrais, sem contar os que, tendo ficado com graves seqüelas, tiveram que amargar a invalidez.

Um dos mais fortes e atuais exemplos de invalidez é o do peso pesado Muhammad Ali (antigo Cassios Clay), acometido pela Doença de Parkinson, seqüelas de suas contusões cerebrais, cujos sintomas estão cada vez mais graves.

No Brasil, tivemos o caso do também peso pesado Benedito dos Santos (Ditão), que, nocauteado pelo italiano Spalla em 1923, teve um derrame cerebral, e terminou seus dias como inválido. Na década de 1950, tivemos o caso de Milton Rosa; e em 1993, o caso de Clarismundo Silva. Ambos tiveram contusões permanentes em decorrência dos golpes sofridos em lutas.

Parece que a imprensa não gosta muito de divulgar estes fatos. Você se lembra ter visto em algum jornal nacional a notícia da morte da pugilista amadora, Becky Zerlentes, 34 anos, ocorrida em 07 de abril de 2005? E a de Leavander Johnson, 35 anos, ocorrida recentemente, em 17/09/2005?

De fato, não vemos na mídia qualquer notícia de morte, invalidez ou problemas graves envolvendo pugilistas. Talvez porque a imprensa tire proveito dessa violência. O interesse financeiro em torno do boxe é tão grande que movimenta milhões de dólares a cada evento. Uma cadeira à volta de um ringue nos EUA, numa luta de Peso Pesado, por exemplo, não sai por menos de mil dólares, sem contar os milhões de dólares que giram em torno da publicidade.

Mesmo levando-se em conta o grande interesse financeiro do boxe, bem como, a sua grande força mobilizadora de massa, levada a efeito pela mídia, não compreendo porque muitos cristãos ainda sentem prazer em assistir entusiasticamente dois homens fisicamente bem preparados a se esmurrarem, um ao outro, infringindo-lhes mutuamente danos físicos e mentais, às vezes fatais, e quase sempre irreparáveis.

Assim como o crente em verdade não aprovaria a frase referente à paixão de Cristo segundo a qual “... lhe davam murros...” (Mt 26.67), também certamente não poderia aprovar a violência das agressões do pugilismo. Se do ponto de vista moral nenhum crente poderia ficar indiferente diante dessa inominável violência, certamente não poderia também apoiá-la de forma alguma.

no tocante ao atleta cristão, praticante do boxe, como seguidor de Cristo, aquele que veio para que tenhamos vida, e vida com abundância, nunca deveria se submeter à violência do ringue, e muito menos se tornar nesse esporte instrumento de morte.

De acordo com Lucas (9.52-54), quando Tiago e João perguntaram a Jesus se queria que eles mandassem descer fogo do céu para consumir os habitantes de uma aldeia samaritana, porque estes não quiseram dar pousada para Jesus, o Mestre respondeu que o Filho do Homem não veio para destruir as almas, e sim, veio para salvá-las. De igual modo, o crente esportista não está aqui para destruir pessoas, mas para salvá-las.

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