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A teologia do CPT
Pedro Liasch Filho

Existe uma corrente cristã, que poderia se chamar a teologia do CPT, que significa Crente Pode Tudo. São aqueles que, rejeitando o Caminho de Cristo – o caminho da santificação, tornaram-se cristãos nominais, achando que tudo lhe é permitido praticar, até mesmo a estreita convivência com o mundanismo, por exemplo, as impurezas do  sexualismo, tão em moda nos dias de hoje.

Afinal, por que caminhos você anda? Lembre-se de que há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele dá em caminhos de morte (Pv 14. 12). Você anda pelo caminho do desamor, da inveja, dos ciúmes, da maledicência, do mexerico, das intrigas, das acusações, do ressentimento, da vingança? Esse não é o Caminho de Cristo.

Diga-me, em que caminho você anda? É o caminho das divisões internas, do separatismo, da desunião, da acepção de pessoas, das panelinhas? Esse ainda não é o Caminho de Cristo.

Mas, em que caminho você anda? É o caminho do sexualismo, da infidelidade conjugal, das impurezas sexuais, do mundanismo? Esse também não é o Caminho de Cristo.

Ainda assim, em que caminho você anda? É o caminho da desonestidade nos negócios, da infidelidade para com Deus, da infidelidade para com os irmãos, da infidelidade para com a igreja? Esse igualmente não é o Caminho de Cristo.

Pois bem, aqueles que por essas veredas percorrem, por ventura não são crentes nominais, cujo caminho não são os caminhos aplanados? Ora, invertendo os valores espirituais, eles vivem profanando o Caminho Santo, e ainda, tornando-se pedra de tropeços, impedem que outros sejam tirados do império das trevas, a fim de se tornarem seguidores de Cristo. Assim, deixando o Caminho Santo, que os levaria à duradoura salvação, estão mantendo-se em seus próprios caminhos, orientados para a triste perdição.

Não é sem motivo que a Palavra de Deus lhes faz esta dura advertência: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridão, luz e da luz, escuridão; põem o amargo por doce e o doce, por amargo...”. “Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel” (Is 5.20-24).

De outra feita, religiões e seitas, desconhecendo as Escrituras costumam criar atalhos para a salvação. O espiritismo, por exemplo, inventou o atalho da reencarnação.  o catolicismo instituiu o atalho do purgatório. Por outro lado, o islamismo, seguido por várias outras religiões, inclusive a católica, estabeleceu o atalho da salvação pelas obras. Isso não é tudo, muitos evangélicos também estão atalhando. No entanto, o Reino de Deus, categoricamente não tem atalhos.

Uma das características do cristianismo é que, tornando-se a única religião que se baseia exclusivamente na Palavra de Deus, é também e até por isso, uma religião radical. Na verdade, o cristianismo é radical no sentido estrito dessa palavra, ou seja, radical, de raiz, originário, completo, genuíno. O contrário do meio termo, da condescendência, do conluio, da transigência.

Observe-se que, em seus ensinamentos Jesus foi sempre radical. Para ele é sim, sim e não, não; quente ou é frio; santidade ou mundanismo; servo de Deus ou servo do diabo; trigo ou joio; salvo ou perdido; luz ou trevas; caminho estreito ou caminho largo; Reino de Deus ou reino das trevas; céu ou inferno. Na verdade, para ele não há meio termo.

O erro da Igreja de Éfeso foi que ela se propôs a ficar no meio termo das atividade eclesiástica (Ap 2.1-10). Mas não lhe bastava o influente ativismo. Observe-se que ela foi elogiada por sua dedicação ao trabalho, por sua perseverança nas provações, e até por sua defesa doutrinária. Porém, situando-se no meio termo, ela foi repreendida por haver deixado o essencial, o amor a Cristo. “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste...”.

Ora, o radicalismo de Jesus exige dos seus seguidores uma tomada de posição, por exemplo, ou abandonam os seus próprios caminhos para segui-lo, ou deixam de segui-lo, para permanecer nos seus próprios caminhos. Isso ficou bem claro, quando ele disse: “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12.30). 

Assim, “... desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12.1, 2).

Por conseguinte, “Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Pv 3.5, 6).

Ora, essa tomada de posição igualmente foi exigida ao povo de Israel: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).

E mais: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55. 7).

Como também nesta passagem: “Põe-te marcos, finca postes que te guiem, presta atenção na vereda, no caminho por onde passaste...” (Jr 31. 21).

Não só a Israel, mas a todas as nações presentes no dia de Pentecostes, a exigência foi a mesma: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38). “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério...” (At 3.19-20.

Também à igreja de Éfeso: “Arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap 2.4, 5).

Portanto, deixando de lado o pecado e tudo o mais que nos atrapalha, tenhamos todo o cuidado para permanecer no Caminho. Lembre-se, porém, de que devemos nos humilhar debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele, no tempo certo, nos ajude. Além disso, entreguemos a ele todas as nossas preocupações, porque ele tem cuidado de nós (1Pe 5.6, 7).

No entanto, sejamos sensíveis à voz de Deus, pois os seus cuidados, como Bom Pastor, implicam em não nos deixar desgarrados, como ovelhas. “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21).

Certa vez, próximo de Jerusalém, um pastor tinha adormecido, e quando acordou, percebeu que alguns guerrilheiros tinham lhe roubado algumas ovelhas. Sozinho, o pastor jamais poderia pensar em atacar aqueles soldados para reaver suas ovelhas, já que isso seria loucura.

De repente, porém, veio-lhe uma idéia. Esperou que os soldados descessem uma ladeira, até o vale, e começassem a subir de novo. Quando já estavam no meio da subida, aliás, bastante íngreme, o pastor, levou suas mãos, em concha, à boca, e começou a chamar suas ovelhas, como, do aprisco, ele fazia todas as manhãs.

Ouvindo a voz do pastor, de pronto as ovelhas fugiram dos ladrões, e, em disparada desceram rapidamente a encosta, passaram pelo vale e subiram de novo, sem que os soldados pudessem fazer qualquer coisa para reavê-las.

Recebendo de volta suas ovelhas, sem dúvida, com muita alegria, o pastor escondeu-as em lugar seguro para que ninguém viesse a roubá-la de novo. De fato, o pastor tem cuidado de suas ovelhas, e elas ouvem a sua voz. Só um detalhe: O Bom Pastor nunca dorme no aprisco.

Lembrando-nos de que a nossa maravilhosa entrada no Reino de Deus foi através de um novo e vivo caminho, que o próprio Senhor Jesus Cristo nos consagrou por sua morte, na cruz, aproximemo-nos dele, com sincero coração, em plena certeza de fé, e com ações de graça.

Não nos esqueçamos também de que esse novo e vivo Caminho constitui um rico tesouro, que jamais deve ser ignorado ou desprezado, em nenhuma circunstância. Nunca, pois, deixe o Caminho, apesar das tribulações, das perseguições e dos perigos de morte.

Permanecer no Caminho é preciso. Porém, para permanecer nele, é preciso também todo o cuidado. “Não vos desviareis, nem para a direita, nem para a esquerda. Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor...” (Dt 5.32, 33).

Não devemos ter o cuidado de não olhar nem para a esquerda, nem para a direita, mas também devemos ser vigilantes, para que não sejamos surpreendidos pelas ciladas do diabo, nosso adversário, que anda em derredor, procurando alguém para devorar (1Pe 5.8). “Aquele que pensa estar em veja que não caia” (1Co 10.12).

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