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Salvação Tricotômica
Pedro Liasch Filho

A razão pela qual virá o avivamento é capacitar a igreja para a sua mais importante tarefa, dando continuidade à missão de Cristo: buscar e salvar o que se havia perdido, ou seja, levar ao mundo as boas novas de salvação.

Diante do testemunho da própria conversão de Zaqueu, Jesus disse: “Hoje, houve salvação nesta casa, pois este também é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar aquele que está perdido” (Lc 19.10).

A esse respeito, não há outra passagem mais esclarecedora do que esta: “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.14-17).

Jesus veio ao mundo para salvar plenamente todo aquele que está perdido. Observe-se, portanto, que a salvação é tríplice, isto é, do físico, da mente e do espírito. Sabemos que o homem, numa tricotomia, manifesta-se de três maneiras: física, mental e espiritualmente. Quando, por exemplo, se fala em Arnold Schwrzeneger  imaginamos alguém musculoso, dotado de muita força física. Neste caso é o seu lado corporal que aparece. Mas ele não é só físico. É também mente e espírito.

Se por outro lado falarmos em Albert Einstein, ninguém o imaginaria como massa muscular, nem como espírito, e sim como um gênio científico, cuja mente, dotada de grande inteligência, foi capaz de realizar grandes descobertas científicas, como, por exemplo, as Teorias Quânticas das Radiações, a Teoria das Relações Entre a Massa e a Energia e a famosa Teoria da Relatividade. Einstein, porém, não se resumia só em sua mente genial. Ele era também corpo e espírito. Mas foi a sua mente que o fez sobressair.

Se ainda falarmos da Madre de Calcutá, a conhecida freira católica, ninguém poderia imaginá-la como alguém dotado de força física, nem tampouco como cientista genial, mas como alguém que, possuído de espírito humanitário, ocupa-se em filantropia. Mas ela como os demais aqui citados, não era só espírito. Ela era também constituída de corpo e de mente, embora só apareça o espírito.

Na verdade o homem como um todo é corpo, mente e espírito. Ora, foi esse homem tricotômico que Jesus veio salvar. Significa que ele veio salvar o corpo, a mente e principalmente o espírito. Veio para curar nosso corpo de toda a enfermidade; veio para limpar nossa mente de todo o mal; veio para resgatar nosso espírito das trevas do pecado e trazê-lo para o reino da luz.


A cura das enfermidades

Na verdade, Jesus veio ao mundo não só para limpar nossa mente e salvar nosso espírito, como também veio para curar nosso corpo de toda a enfermidade. O Messias iniciou seu ministério curando os enfermos: “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4.23).

Em Cafarnaum, apresentou-se um centurião, implorando para que o Senhor curasse o criado dele que era paralítico e estava sofrendo horrivelmente. Jesus lhe disse que iria curá-lo. Mas o centurião dizendo-se indigno de receber Jesus em sua própria casa, pediu que ele apenas com uma palavra desse uma ordem, e o rapaz ficaria curado. E argumentou que sendo homem de autoridade, tinha servos e soldados ao seu comando, aos quais ele dava ordem e eles obedeciam.

“Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta”. “Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado” (Mt 8.10-13).

Muita gente seguia a Jesus trazendo-lhe coxos, aleijados, cegos, mudos e outros acometidos de várias doenças e os deixavam junto dele. E ele os curava a todos. “De modo que o povo se maravilhou ao ver que os mudos falavam, os aleijados recobravam saúde, os coxos andavam e os cegos viam. Então, glorificavam ao Deus de Israel” (Mt 15.30, 31).

Tendo Jesus ido com Tiago e João, à casa de Simão Pedro e André encontraram a sogra de Pedro acamada, ardendo em febre. “Então Jesus tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los” (Mt 8.14, 15). 

Bartimeu, um cego mendigo, que estava assentado à beira do caminho, sabendo  que Jesus estava passando por ali começou a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!  Muitos o repreendiam, para que se calasse; mas cada vez ele gritava mais: Filho de Davi tem misericórdia de mim! Então Jesus parou e mandou chamá-lo.  Aí, “... lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou” (Mc 10.46.52).

Outra cura extraordinária que Jesus fez, foi a restauração de dez leprosos numa aldeia samaritana. Eles saindo-lhe ao encontro, de longe gritaram pedindo que Jesus tivesse compaixão deles. Aí Jesus disse que era para eles se dirigirem aos sacerdotes.

Ora, sabendo que só poderia ir a um sacerdote o leproso que já estivesse curado, indo eles, obedecendo a Jesus, foram todos purificados. “Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano” (Lc 17.14-16).

Jesus não só curou pessoalmente os enfermos, mas também deu autoridade aos seus discípulos para fazê-lo. “Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades (Mt 10.1).

Noutra ocasião designando outros setenta discípulos, os enviou de dois em dois dizendo-lhes: “Quando entrardes numa cidade e ali vos receberem comei do que vos for oferecido. Curai os enfermos que nela houver e anunciai-lhes: A vós outros está próximo o reino de Deus” (Lc 10.8, 9).

Disse também que o poder para curar enfermos acompanharia todos aqueles que viessem a crer no seu nome, e em qualquer época. “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Mc 16.17, 18).

Em minha igreja temos o hábito de orar pelos enfermos. E temos visto muitas curas maravilhosas, cujos testemunhos tem edificado nossa congregação. Nunca, porém, me ocorria que eu mesmo há muito tempo estava doente do ouvido direito, o qual doía e purgava muito.

Certa ocasião, porém, quando orava por alguns enfermos, percebi algo estranho, como se fosse uma voz me perguntando: e o seu ouvido, não vai orar por ele também? Incontinente, colocando a mão sobre o ouvido doente, disse: Meu Deus, oro também pelo meu ouvido doente, pedindo-te que o cures e o purifiques completamente, e te peço em nome de Jesus.

O fato é que naquele dia Deus curou muitas pessoas, e a mim também. Curioso ainda é que todo o dia sou obrigado a me lembrar desta cura. É que, enquanto o ouvido estava doente, porque purgava muito, eu, depois do banho, tinha que usar no mínimo três cotonetes para limpá-lo. Hoje, porém, porque uso apenas um, e apenas para remover a água do ouvido, pois deixou de purgar, não posso me esquecer de que isso é porque Deus me curou.

Porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8), e em cujo nome há poder, ele é a fonte da cura divina, também para os nosso dias. “... Em meu nome, expelirão demônios... e se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados” (Mc 16.17, 18).

Lembre-se, por tanto, de que a missão de Jesus a este mundo não foi só para limpar nossa mente e salvar nosso espírito, mas também o foi para curar nosso corpo de toda a enfermidade. De acordo com o Salmo (103.1-3), deve a nossa alma, e tudo o que há em nós bendizer ao santo nome do Senhor. Não só bendizer, mas também nunca se esquecer dos seus benefícios, pois não só perdoa nosso Deus as nossas iniqüidades, mas também sara todas as nossas enfermidades.

Na verdade, o homem, de maneira tricotômica, manifesta-se de três modos: física, mental e espiritualmente, pois como um todo ele é corpo, mente e espírito. Foi esse homem tricotômico que Jesus veio salvar. Significa que ele veio salvar o corpo, a mente e principalmente o espírito. Veio para curar nosso corpo de toda a enfermidade; veio para limpar nossa mente de todo o mal; veio para resgatar nosso espírito das trevas do pecado e trazê-lo para o reino da luz.


Libertação dos oprimidos

Diz a Palavra em Gn 6.5, 6: “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração”.

E Paulo acrescenta: “Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tt 1.15).

Ora, a mente do homem em várias situações e em graus diferentes tem sido mesmo oprimida ou dominada por Satanás. Haja vista o problema da dependência às drogas, a esquizofrenia, as neuroses, a epilepsia as doenças psíquicas e as obsessões mentais de toda ordem, que escravizam milhões de pessoas, assim jovens como adultos, no mundo inteiro.

Como prova do mais alto grau de perversão mental por outro lado podemos citar ocorrências trágicas, como as que se referem aos maníacos assassinos, que monopolizam a mídia no mundo inteiro. É o caso do inglês Jack, o estripador, em Londres, e o mais recente caso de Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, em São Paulo.

Quando Jesus começou o seu ministério na Galiléia, diz a Bíblia que o povo jazia em densas trevas espirituais (Mt 4.15, 16). Como se não lhe bastasse o sofrimento imposto pelo Império Romano, caracterizado pela desumanidade, o materialismo, a violência e a opressão política, o demônio também dominava a mente de muita gente, subjugando-as até, às vezes, destruí-las.

O novo Testamento registra inúmeros casos de opressão ou possessão demoníaca, como, por exemplo, o caso do endemoniado geraseno, que possesso de uma legião de espíritos imundos (doze mil), vivia de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros, ferindo-se com pedras, e nem mesmo com correntes o mantinham preso. Na verdade ninguém podia detê-lo, pois tendo sido preso muitas vezes, as cadeias foram quebradas por ele.

Quando, de longe, viu a Jesus, adorando-o, ele exclamou em alta voz: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes! Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem” (Mc 5.8-13). De fato os espíritos imundos saíram daquele homem, deixando-o inteiramente livre. Depois tomaram posse de uma manada de porcos, os quais se precipitaram ladeira abaixo.

Mais tarde, aglomerando-se o povo para saber o que tinha acontecido, ficaram surpresos, pois, na verdade, o homem cuja mente tinha sido plenamente dominada pelo demônio, agora se achava curado e inteiramente liberto. Informa o evangelista Marcos que indo eles ter com Jesus, “viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido,  e em perfeito juízo; e temeram” (Mc 5.15).

Observe-se que milhares de pessoas em todos os tempos, cujas mentes também foram dominadas pelo demônio, seja pelas doenças psíquicas, seja pelas drogas, ou pelas obsessões mentais, seja pela opressão ou possessão dos espíritos imundos, têm sido libertadas do poder das trevas por uma força maior, a saber, o poder que há no nome de Jesus.

Assim, tais pessoas, cujas mentes foram e ainda tem sido tiradas do domínio das trevas, elas mesmas foram também colocadas no reino do Filho do amor de Deus (Cl 1.13). O próprio Jesus disse que deveríamos pregar o evangelho do reino para que todo aquele que crê seja salvo, e que o seu poder seguiria aos que crerem, e que em seu nome poderíamos curar os enfermos, expelir os demônios e libertar as mentes dominadas pelo mal (Mc 16.15-18).


A salvação das almas

Por outro lado, Jesus veio para salvar as almas. Ele cura os enfermos, limpa as mentes do mal e da maldade, como também salva o espírito. Um dos indícios do abandono do amor a Cristo são os erros doutrinários, caracterizados por inversão de valores. Abandona-se, por exemplo, a doutrina da santificação, e ressaltam-se as doutrinas que exaltam as formas e os exercícios religiosos, valorizando o comportamento falso de um procedimento essencialmente exterior, quanto à roupa, a forma do cabelo, a aparência pessoal, à maneira de se vestir etc.

Dentre outros erros doutrinários verificados hoje no seio da igreja, caracterizados por inversão de valores, existe um muito sutil, aliás, bastante comum: destacam-se temas bíblicos considerados acessórios, como, por exemplo, a pregação da prosperidade, obviamente visando interesses particulares, e, por isso mesmo, ignora-se o tema essencial, a saber, a pregação completa do Evangelho de Cristo – o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).

Observe-se que, por uma visão distorcida do Reino de Deus, multidões estão sendo atraídas para as igrejas. Lembre-se, porém, de que sem a base do evangelho pleno, e ainda sem o firme fundamento da Palavra para a vida e o crescimento espirituais, qualquer movimento religioso não significa nada, muito menos obra de Deus.

Há muitos e até grandiosos movimentos religiosos, praticados em sua maioria, por igrejas ditas evangélicas que, no entanto, nada têm a ver com evangelização, uma vez que evangelizar corresponde a pregar a Cristo crucificado, “o qual se tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (1Co 1.30, 31).

Cumprindo-se as profecias bíblicas referentes ao Messias, particularmente às do profeta Isaías (61.1, 2,) apareceu Jesus, numa sinagoga em Cafarnaum, tornando-se ele mesmo a boa nova, o evangelho em pessoa:  “E, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”.

Em seguida, Jesus fechou o livro e o devolveu ao assistente da sinagoga. Então, sob a admiração de todos, disse-lhes: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.17-21).

O principal resgate do homem, incluído na salvação tricotômica, ou seja, mente, corpo e espírito, nunca foi tão bem esclarecido quanto nesta passagem de Paulo a Tito (3.3-7): “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros”... 

“Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”.

Embora, quando aqui esteve, Jesus tenha curado enfermos, expulsado demônios e ressuscitado mortos, aliás, faz isso parte da missão evangélica, o alvo dele e de seus discípulos, porém, era outro ainda mais elevado: a salvação das almas. Ele disse que “o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10).

Ainda que amorosamente ele sempre se propunha a curar os enfermos, a sua mensagem essencial era o evangelho. “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4.23).

Observe-se que primeiro ele ensinava e pregava o evangelho, e depois curava os enfermos. Isso também, antes de subir ao céu, ele ordenou aos seus discípulos. “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado... e porão as mãos sobre os enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16.15-18).

Lembre-se de que aos crentes anunciam-se as promessas temporais, uma vez que anteriormente eles já tomaram posse das espirituais, a saber, o dom da vida eterna. Aos incrédulos, porém, proclamam-se, antes de tudo, a mensagem dos bens espirituais, isto é, o evangelho, não só porque é essencial, mas também para que, aprendendo a buscar primeiro o reino de Deus, tenham livre acesso “às demais coisas”, ou seja, as promessas temporais, por exemplo, a dádiva da prosperidade, da saúde ou de qualquer outra bênção da providência divina.

Promove-se primeiro e principalmente o bem da alma; depois o bem do corpo. Primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e depois as demais coisas referentes a bens materiais nos serão acrescentadas (Mt 6.33). Ora, isso é justo, pois, com a salvação pode-se chegar ao céu mesmo estando doente ou pobre. Nunca, porém, sem ela, mesmo sadio ou rico.

Ainda que seja através da operação de milagres e maravilhas, o objetivo do derramamento do Espírito Santo na igreja de Cristo é resgatar vidas, arrebatando-as das trevas e transportando-as para a maravilhosa luz de Jesus. O principal alvo do avivamento na verdade é proclamar a mensagem de que Cristo salva. Isso afirmou Jesus dizendo: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas até aos confins da terra” (At 1.8).

Havendo começado uma grande perseguição em Jerusalém, razão pela qual, os cristãos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria, na verdade eles não fizeram outra coisa senão anunciar o evangelho, pois “iam por toda a parte pregando a Palavra” (At 8.4).

Nessa mesma ocasião “Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava” (At 8.5, 6).

Assim devemos pregar o evangelho da graça de Deus, ou seja, as boas novas de grande alegria de que a salvação é um dom de Deus, possível aos homens, porém somente por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (At 20.24).

A mensagem essencial para o mundo não é a proclamação exclusiva da cura divina, nem tampouco a pregação restrita da prosperidade ou de qualquer outro acessório espiritual. A igreja de Cristo em suma tem uma única mensagem que se torna indispensável, e que jamais poderá vir a ser omitida ou substituída por qualquer outra sob qualquer pretexto: a mensagem de que Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores. É o evangelho da graça divina, na verdade, o poder de Deus para a salvação da alma de todo aquele que crê.

Ainda que seja através da operação de milagres e maravilhas, o objetivo do Espírito Santo na igreja de Cristo é resgatar vidas, arrebatando-as das trevas e transportando-as para a maravilhosa luz de Jesus. Deus às vezes inverte a ordem, curando primeiro para salvar depois; enfim são os sinais que seguirão aos que crerem.

Lembre-se, porém, de que a operação de maravilhas sejam curas prodigiosas, ou libertação sobrenatural, ou ressurreição de mortos, ou ainda quaisquer outros milagres realizados por Cristo ou pelos apóstolos, ou ainda pelos ministros da igreja de Cristo, no passado ou no presente, sempre tiveram e sempre terão um só objetivo: levar as pessoas a crerem em Cristo para a salvação.

Está isso bem claro no Evangelho de João 20.30, 31, que diz: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”.

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