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O violino de uma corda só
Pedro Liasch Filho

Niccoló Paganini, extraordinário violinista italiano de Gênova (1782 – 1840), destacou-se no mundo inteiro por sua virtuosidade artística. Em 1815 foi nomeado diretor musical da corte da princesa de Luca e Piombo, irmã de Napoleão.

Depois de haver empreendido longas e ovacionadas excursões pela Europa, em 1828 recebeu o título de virtuose da corte da Áustria. Dentre suas obras imortais, destacam-se: Concerto em si menor, Concerto em mi, Carnaval de Veneza e Moto perpétuo.

Conta-se que Paganini, quando se apresentou pela primeira vez no Teatro da Ópera de Paris, fez o maior sucesso, diante da aristocracia francesa que compareceu em peso para assisti-lo. Tão logo as pesadas cortinas do palco se abriram, sob calorosos aplausos de uma platéia ruidosa, que não se conteve e ficou logo em , ele adentrou o palco, e com os seus gestos característicos agradeceu.

No entanto, logo de início, um fato inusitado chamou a atenção de todos. Com sua peculiar presença de espírito, se de propósito ou não, ninguém o sabe, colocou no ombro o seu violino, e, diante de uma platéia, se comportando com reverência e silenciosa, que mal podia conter a respiração, começou a afiná-lo.

Tão logo torceu a cravelha da primeira corda, esta se rebentou estrepitosamente, quebrando ainda o silêncio do auditório, que riu a valer. Em seguida, com gestos de quem pede compreensão, ele começa a torcer a cravelha da segunda corda, a fim de afiná-la. No entanto, a segunda corda também quebrou, e o auditório, em silêncio, ficou a espera do que viria acontecer.

Não se deixando vencer e ainda mantendo sua serenidade de espírito, Paganini começa a afinar a terceira corda. Assim que se ouviu o ranger da cravelha, ouviu-se também o estrépito de mais uma corda quebrada. Um tanto quanto consternado Paganini encara a platéia, que, embora meio confusa, se mostra compreensiva.

O artista faz uma discreta pausa para atrair a atenção do auditório, e logo a seguir, cuidadosamente começa a afinar a quarta e última corda do seu violino. Para alívio dele e da platéia a única corda que lhe restou permaneceu inteira, e ainda ficou afinadinha.

De pronto, exibindo um dos seus conhecidos e contagiantes sorrisos, Paganini ajeita cerimoniosamente no ombro o seu nobre instrumento, e com uma simples corda executa magistralmente um dos seus mais extraordinários concertos.

Ora, ora, assim como um violino de uma corda , diante da mais exigente platéia parisiense, fez ainda um tremendo sucesso porque estava nas mãos de um grande mestre, do mesmo modo, qualquer cristão, por mais humilde ou limitado que seja, caso, porém, esteja nas mãos de Jesus – o Mestre por excelência – recebendo dele o poder do Espírito Santo, fará também o maior sucesso no Reino de Deus.

Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, essemuito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5).

 “... E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento” (2Co 2.14).

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (2Co 4.7).

Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.10).

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