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Eu em Cristo e Cristo em mim
Pedro Liasch Filho

 

Havia num lugarejo, no interior de Pernambuco, uma família cristã muito conhecida, que, para ganhar a vida, trabalhava produzindo e vendendo rapadura. O produto era de boa qualidade, razão pela qual ganhou a preferência dos moradores da redondeza.

Crente fervoroso e fiel a Deus, o senhor Jarbas, chefe da família, tinha por hábito fazer uma reunião semanal, para a qual convidava os seus vizinhos, a fim de cantar hinos e ler a Bíblia. Mas nunca terminava a reunião sem antes fazer uma oração pedindo a Deus suas bênçãos e a proteção para a sua família e para as famílias do lugarejo.

Num desses dias, depois de cantarem alguns hinos, e de terem ouvido o senhor Jarbas ler o capítulo 15 do evangelho de João, tão logo terminou a oração final, Honorato, um de seus vizinhos, o chamou em particular para pedir esclarecimentos sobre a leitura do texto que fora feita.

Na verdade, ele queria saber o significado de uma parte desse texto, mais precisamente uma parte do verso cinco, que dizia: “Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto...”. Ele não estava entendendo o significado da expressão: “Jesus em mim, e eu nele”. Como poderíamos ao mesmo tempo estar em Cristo e Cristo estar em nós?

A princípio, Jarbas ficou meio confuso, pois nunca tinha pensado nisso. Logo, porém, veio-lhe à mente a idéia como poderia resolver a questão na prática. Chamando Honorato para um galpão onde fazia a rapadura, mostrou-lhe o enorme fogão, que ainda estava aceso, pois a menos de uma hora, pouco antes de começar a reunião, tinha tirado uma tachada de rapadura.

Disse-lhe que iria mostrar algo que certamente o faria entender o sentido da expressãonós em Cristo e Cristo em nós”. Em seguida, tomando uma barra de ferro, a mesma que era usada para bater no tabuleiro e fazer soltar os tijolinhos de rapadura, Jarbas colocou-a no fogo, e disse que deveriam esperar até que ela ficasse totalmente vermelha. Retiraram-se e ficaram conversando sobre outros aspectos do capítulo 15 de João.

Depois de um certo tempo, voltando novamente ao galpão, Jarbas retirou a barra de ferro que estava totalmente avermelhada pelo fogo, e, fixando os olhos em Honorato, disse-lhe: eis o verdadeiro significado de “você estar em Cristo e Cristo estar em você”.

Observe que, tendo sido introduzida no fogo, a barra de ferro foi penetrada pelo próprio fogo. Assim também, se estamos em Cristo, tornamo-nos nova criatura, revestida da natureza de Cristo, o que significa nós em Cristo e Cristo em nós.

Jarbas estava certo, pois tendo sido tomada pelo fogo, a barra de ferro não deixou de ser ela mesma. Continuou ainda a ser a mesma barra de ferro, mesmo tomada pelo fogo. Veja que fora do fogo ela era inerte, fria, dura e resistente. Assim também é o homem sem Deus, endurecido pelo pecado, frio espiritualmente e resistente à voz do Espírito.

Tomada pelo fogo, porém, a barra de ferro tornou-se dúctil, flexível, maleável, podendo facilmente ser esticada, comprimida ou dobrada. Assim também é o homem revestido da natureza e do poder de Cristo. Será assim como foi Paulo: “... não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Assim, introduzido no Espírito Santo, o crente será também introduzido pelo Espírito e ficará cheio do Espírito.

Outro fato impressionante é que, tendo sido introduzida no fogo, aquela barra de ferro apenas foi tomada de qualidades que antes não possuía, por exemplo, a de comunicar o fogo aonde for tocada. Assim também, tomado pelo fogo do Espírito Santo, o crente fará comunicar ardentemente esse fogo, em figura do poder de Deus, aonde quer que esteja.

 “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado” (1Jo 3.24).

“... Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (Jo 14.23).

“... Para que Cristo habite pela nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.17-19).

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