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Salvo pelo gozo de aceitar a morte
Pedro Liasch Filho

 

Idi Amim Dadá, um dos mais bárbaros e cruéis ditadores do século vinte, estabeleceu em Uganda, África, um regime de terror nas décadas de 1980 e 1990. Era tão desumano que chegou a ser chamado de o Nero do século XX. A Comissão Universal dos Direitos Humanos calculou em 250 mil o número de vítimas de Idi Amim.

Consideradas fora da lei, as denominações evangélicas tornaram-se os principais alvos do seu ódio. Assim, não mandava fechar as igrejas, cujas portas eram lacradas, mas também prendia ou assassinava os líderes que tentassem descumprir suas ordens.

Contou-me um missionário que, durante o regime terrorista de Idi Amim, o pastor de uma igreja pentecostal foi preso, acusado de desobediência civil e desacato às autoridades, pois tendo sua igreja fechada, ele abriu-a de novo, e promovia a realização dos cultos normalmente. Num desses cultos os soldados do ditador invadiram a igreja, e depois de espancarem os crentes e o próprio pastor, levaram-no para uma prisão, onde ficaria aguardando a execução sumária.

Tendo sido a igreja dele lacrada novamente, os crentes se reuniram particularmente em suas casas, revezando um dia numa casa, outro dia noutra, não para realizar os cultos, mas especialmente também para orar por seu líder espiritual, cuja vida estava por um fio. Assim continuaram por alguns dias, sem, porém, obterem nenhuma notícia do pastor.

Enquanto isso, na cadeia, aguardando a execução, o pastor permanecia calmo e em comunhão com Deus. No terceiro dia, logo de manhã, trazendo-lhe à lembrança tudo quanto pode dar esperança, ele começou a recordar fragmentos da sua vida e de seu ministério. Enquanto meditava em suas pregações a respeito da fidelidade do crente, ficou muito feliz e permaneceu glorificando a Deus.

Lembrou que a nossa esperança em Cristo não se limita apenas a esta vida. Se assim fosse, como diz a Bíblia, seríamos os mais infelizes de todos os homens (1Co 15.19). Porque o nosso tesouro não está na terra, como afirmou Jesus ao jovem rico dizendo que a felicidade dele, o seu tesouro, não estava na riqueza que possuía, mas no céu.

Veio-lhe vivamente à imaginação o sermão do monte, quando Jesus falou a respeito das bem-aventuranças, onde, num verdadeiro paradoxo, ele disse que o clímax da felicidade é sofrer pelo nome de Cristo, uma vez que os que vierem a ser perseguidos, insultados e caluniados por causa da justiça são bem-aventurados, pois deles é o Reino dos céus.

Lembrou também da palavra de Paulo a Timóteo de que todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Ainda recordou a Palavra, segundo a qual, a felicidade dos que sofrem por amor a Cristo é maior, porque maior é o prêmio deles no céu.

Movido pelo Espírito Santo, foi tomado de uma alegria tão grande que, glorificando a Deus e exclamando aleluias em viva voz, com as mãos erguidas ele começou a pular como criança. Orava ao Senhor Jesus, dizendo-lhe que iria ser fiel até em presença da morte para ganhar a coroa da vida. Parou de orar e começou a cantar o hino: glória, glória, aleluia, vencendo vem Jesus.

Enquanto a cena se passava, os demais presos e os guardas das celas ficaram boquiabertos. O chefe da guarda foi logo relatar tudo quanto tinha visto e ouvido ao seu superior. Em sua opinião o pastor tinha enlouquecido, pois era a única explicação aceitável para que tivesse um comportamento tão extravagante.

Em seguida o superior da guarda expôs o fato ao diretor da prisão, que, não tendo acreditado no que acabava de ouvir, foi ver o prisioneiro. Enquanto se aproximavam do corredor das celas, eles ouviam o último coro do hino: glória, glória, aleluia, vencido tem Jesus. Tendo chegado mais perto da cela do pastor, o diretor do presídio constatou que os fatos eram verdadeiros. O prisioneiro, ainda com as mãos levantadas, exultante de alegria, exclamava em voz alta: Senhor Jesus, eu serei fiel até à morte... aleluia, aleluia...

Imediatamente o diretor levou o caso ao general Idi Amim, que, depois de uma reunião com o comando do exército, tomou uma decisão, que o próprio diretor fez questão de transmiti-la pessoalmente ao prisioneiro.

De novo junto à cela do pastor, o diretor chama-lhe a atenção, e solenemente, diz: Seguindo uma tradição de Uganda, de que nenhum prisioneiro louco pode ser condenado, por decisão do comando do exército de Idi Amim Dadá, você está livre.

 Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5.10-12).

 “... Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, , longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou; e também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2Tm 3.10-12).

 Não temas. Eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vive; estive morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.17, 18).

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