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Novas de Alegria
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Ver Para Crer
Pedro Liasch Filho

Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, então, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei. Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.24-29).

Vemos nesta passagem a conhecida história de Tomé, a quem o Senhor repreendeu por não ter crido que Jesus tinha ressuscitado. Assim, a fama de Tomé, de que era incrédulo, ficou. Por isso, a incredulidade tem sido atribuída a Tomé. Mas, isso é uma injustiça, pois também os discípulos não creram, e ademais, todos precisam ver para crer.

Em relação à nossa atitude para com Deus existem quatro possibilidades: Ver para crer; ver e não crer; crer e deixar de crer; ou crer e nunca deixar de crer. Demais disso, aquele que , tem duas opções: crer ou não crer. Como também aquele que crê tem duas escolhas: continuar crendo, ou deixar de crer. Pior para aquele que não crê ou creu, mas deixou de crer. Disse Jesus: “Aquele que não crer será condenado” (Mc 16.16).

Na verdade, todos nós precisamos ver primeiro, para crer depois. Ver, também do ponto de vista figurado, isto é, não no sentido de enxergar, mas também no modo de constatar, sentir ou perceber. O despertar da acontece quando vemos, ou sentimos, ou constatamos, ou percebemos algo da parte de Deus.

Pois bem, a fama de incrédulo, atribuída a Tomé é injusta, porque não foi ele que precisou ver para crer. Os discípulos também precisaram ver para crer. Quando Jesus se apresentou a eles, estando assentados juntamente, “lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto ressuscitado” (Mc 16.14). E dizendo-lhes: Paz seja convosco, “mostrou-lhes as mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor” (Jo 20.19, 20).

Na verdade, ninguém crê sem antes ver (em todos os sentidos de ver). Tomé viu e creu. A outros, no entanto, para crer basta somente o mover do Espírito. De fato, é O Espírito Santo que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

Paulo, cuja pregação não consistia em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, revoltado pela idolatria dominante na Grécia, fez um longo discurso no Areópago de Atenas. Tendo encontrado, entre os objetos de culto, um altar com a inscrição, Ao Deus Desconhecido, disse-lhes: “Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio” (At 17.23).

Alguns gregos que se agregaram a ele, sentindo o poder do Espírito, através da pregação de Paulo, creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais (At 17.34).

os bereanos creram, porém, depois de examinarem as Escrituras. “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos varões” (At 17.11, 12).

Existe alguns que para crer precisam ver ou constatar algum milagre, por exemplo, uma cura. Observe-se que o alvo da cura divina é fazer crer. “Jesus, pois, operou também, em presença de seus discípulos, muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30, 31).

Por conseguinte, a exemplo de Tomé, todos precisam ver para crê, uma vez que o despertar da acontece quando vemos, ou sentimos, ou constatamos, ou percebemos algo da parte de Deus. O melhor da história é que Tomé viu e creu. Pior seria se tivesse visto e não tivesse crido.

Na verdade, muitos vêem mas não crêem. Muitos atenienses não creram, embora tenham ouvido a mesma pregação ungida de Paulo, pela qual, se converteram Dionísio, Dâmaris e outros. Muitosque até chegam a ser tocados pelo Espírito de Deus até às lágrimas, mas não crêem. Outrosque experimentam ou constatam curas milagrosas, em seu próprio corpo, ou em outras pessoas, mas também não crêem. 

De caminho para Jerusalém, Jesus passava por uma aldeia samaritana, quando lhe saíram ao encontro dez leprosos, os quais, ficaram de longe e, desesperados, falaram com Jesus, aliás, não falaram, gritaram, dizendo: “Jesus, Mestre, compadece-te de nós!”.

Ao vê-los, movido de compaixão, disse-lhes Jesus: “Ide e mostrai-vos aos sacerdotes”. Possivelmente ficaram frustrados com a estranha ordem para se apresentarem ao sacerdote. Talvez até esperassem do Mestre, uma palavra de ordem, ou imposição de mãos para que ficassem curados.

Observe-se que, segundo a lei de Moisés, os leprosos não poderiam se apresentar ao sacerdote, a menos que estivessem limpos. Além disso, tinham que viver segregados da sociedade. Mesmo assim, meio frustrados, porém, obedientes, eles se retiraram, a procura do sacerdote. No entanto, “... aconteceu que, indo eles, foram purificados”.

Um dos dez, que era samaritano, percebendo que estava limpo da lepra, voltou, dando glória a Deus em alta voz; e prostrando-se com o rosto em terra, aos pés de Jesus, agradeceu-lhe por aquela cura maravilhosa.

Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?”. O fato é que, não obstante terem sido igualmente curados, os nove leprosos não creram.

 

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