Home
Introdução
Artigos
Avivamento
Curiosidades
Estudos Bíblicos
Edificação
Igreja Pedra Viva
Jóias Raras
Minhas Reflexões
Ministério Cristão
Novas de Alegria
Seleções Notáveis
Fale Comigo
Recomende
teste
Novas de Alegria
Enviar para um amigo | Versão para impressão | Voltar |  Recomendar
Fale Com Jesus
Pedro Liasch Filho

 

Sempre que temos algum problema, seja físico, emocional ou financeiro, recorremos a alguém para nos ajudar. É verdade que nem sempre somos atendidos. Às vezes até ficamos decepcionados. Jesus, no entanto, nunca desiludiu alguém. Justificando seu ensinamento de que nenhum pai daria pedra ao filho que lhe pedisse pão, disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7.7, 8).

Lembre-se, portanto, de que, se você estiver com algum problema, fale com Jesus. Você está passando por algum perigo? Fale com ele. Você está doente, com alguma enfermidade comum ou incurável? Fale com ele. Você está triste, ressentido, amargurado? Fale com ele. Você se encontra perdido, emocional, física ou espiritualmente? Fale com ele. Você está desapontado, desiludido, decepcionado? Fale com ele. Você se acha fracassado? Fale com ele.

Você verá que Jesus nunca o deixará decepcionado. A única atitude que devemos ter diante dos nossos problemas é reconhecermos a presença viva de Jesus, e recorrermos a ele, pois nos prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos.  Na verdade, Ele está conosco todos os dias não para assistir a nossa desgraça, mas para interferir na nossa história e nos ajudar a vencer as lutas de cada dia e de cada área da nossa vida.

Ele disse que nos deixaria a sua paz; não a paz que o mundo dá. E ainda nos aconselhou a que não fiquemos depressivos, nem apreensivos, nem atemorizados (Jo 14.1, 27). Disse ainda que, embora no mundo tenhamos aflições, nele teremos paz, e que não fiquemos desanimados, pois assim como Ele venceu o mundo, nós também venceremos (Jo 16.33).

Diz a Palavra que se nós nos agradarmos do Senhor, entregando-lhe o nosso caminho, as nossas ansiedades, as nossas obras, e se descansarmos nele, tanto os nossos desejos serão alcançados, quanto os nossos desígnios serão estabelecidos (Sl 37.4, 5, 7; Pv 16.3). 

Fale com Jesus e peça-lhe a solução de todos os seus problemas, sejam quais forem e da maneira como terão de ser resolvidos. Mas não se esqueça também de contar a ele todas as suas vitórias.


Nas horas de angustia

Quando você estiver passando por algum perigo, nos piores momentos de angustia, talvez em risco de vida, fale com Jesus. Faça como fizeram os seus discípulos: Todos eles estavam no barco com o Mestre. “E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia” (Mt 8.23-27).

Dizem os comentaristas bíblicos que as tempestades, no mar da Galiléia, são deveras fenomenais. Devido à sua topografia com montanhas, vales e desfiladeiros do lado oeste, os ventos sopram e se afunilam adquirindo força gigantesca, e se abatem sobre o lago com violência tal, que se convertem em verdadeiros maremotos.

Então, os discípulos, desesperados, vieram falar com ele. Acordaram-no e clamaram: “Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança”.

Nessa altura, os homens, admirados, disseram: “Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?”. Foi isso realmente maravilhoso. Assim também, quando você estiver, ou se está em grandes apuros, fale com Jesus.

Quando estiver doente

Se você está doente, com alguma enfermidade comum ou incurável, fale com Jesus. Siga o exemplo dos 10 leprosos de Samaria (Lc 17.11-19). Você se lembra disso? De caminho para Jerusalém, Jesus passava por uma aldeia samaritana, quando lhe saíram ao encontro dez leprosos, os quais, ficaram de longe e, desesperados, falaram com Jesus, aliás, não falaram, gritaram, dizendo: “Jesus, Mestre, compadece-te de nós!”.

Ao vê-los, já movido de compaixão, Jesus disse algo, que deve ter soado um tanto quanto estranho para aqueles leprosos. Disse-lhes: “Ide e mostrai-vos aos sacerdotes”. Imagino que eles esperassem do Mestre, uma palavra de ordem, ou uma oração poderosa com imposição de mãos para que ficassem curados.

Observe-se que, segundo a lei de Moisés, os leprosos não poderiam se apresentar ao sacerdote, a menos que já estivessem limpos. Além disso, tinham que viver segregados da sociedade. Mesmo assim, meio frustrados, porém, obedientes, eles se retiraram, a procura do sacerdote. No entanto, “... aconteceu que, indo eles, foram purificados”.

Um dos dez, que era samaritano, percebendo que já estava limpo da lepra, voltou, dando glória a Deus em alta voz; e prostrando-se com o rosto em terra, aos pés de Jesus, agradeceu-lhe por aquela cura maravilhosa.

“Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”. Assim também, quando você estiver enfermo, ou se já está muito doente, não duvide, fale logo com Jesus.

Nas horas de tristeza e dor

Também, se você está triste, ressentido, amargurado? Fale com Jesus. Lembra de Marta, a irmã de Lázaro? Ela não só estava amargurada por causa da morte do irmão (Jo 11), mas também meio ressentida, uma vez que ela e Maria, sua irmã, tinham enviado alguém a Jerusalém a fim de pedir socorro a Jesus em favor do irmão enfermo, mas não foram atendidas imediatamente como queriam, porém ficaram esperando. Mas Jesus não apareceu. Passou-se o tempo, e Lázaro acabou morrendo.

No entanto, depois de quatro dias da morte do irmão, Marta soube que Jesus estava na aldeia, e logo saiu ao seu encontro para falar com ele. De fato, ainda triste e num discreto tom de censura, ela falou com Jesus. “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão” (v 21).

Depois de um breve diálogo, no qual disse ele à Marta que Lázaro ressuscitaria da morte, ela, meio descrente, disse saber que seu irmão haveria de ressurgir na ressurreição final. Então lhe disse Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (v 25).

Tendo ordenado para que tirassem a Pedra do sepulcro, Jesus levantou os olhos para o céu, e disse: “Pai, graças te dou porque me ouviste” (v 41). Disse ainda que assim falava, por causa da multidão presente, isto é, para que cressem nele. E, tendo dito isto, clamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” (v 43).

De fato, numa demonstração gloriosa do poder de Cristo, Lázaro ressuscitou. Não será por isso necessário descrever a grande alegria que se apoderou de Marta, e de sua irmã Maria, e de seus amigos.

Sem dúvida, a família de Lázaro experimentou, por si mesma, o cumprimento da Palavra de que o Messias veio paraconsolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do SENHOR, para que ele seja glorificado” (Is 61.2, 3). 

Noutra passagem (Jo 16.19, 20), percebendo Jesus que os seus discípulos desejavam interroga-lo a respeito de uma frase que lhes tinha dito, referindo-se à sua morte e ressurreição, a saber, “... um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis”, disse-lhes: “Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria”.

A morte de Lázaro (sua ausência), prefigurando a morte de Cristo, foi motivo de choro e tristeza. Sua ressurreição, porém, restabeleceu toda a alegria. Para Marta, valeu a pena ter ido falar com Jesus. De igual modo, quando você estiver, ou se está triste, amargurado, fale logo com Ele.

Se você se encontra perdido

Ora, ora, se você se encontra perdido, emocional, física ou espiritualmente, não tem escolha; a saída é uma : fale com Jesus. Fale, porém, com . “De fato, sem é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (Hb 11.6).

Hospedados na casa de uma nova convertida, de nome Lídia, Paulo e Silas se encontravam em Filipo, cidade da Macedônia, uma colônia romana (At 16.11-34). Aconteceu que, por vários dias, a cada vez que eles iam para o lugar de oração, uma jovem, possuída pelo demônio, um espírito de adivinhação, clamava dizendo: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo, e vos anunciam o caminho da salvação” (v 17).

Então, Paulo, incomodado, voltando-se para a jovem, repreendeu o espírito, dizendo: “Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela” (v 18). O demônio saiu imediatamente. Isso, porém, acabou desfazendo a esperança de lucro dos homens que exploravam aquela jovem. O fato, além disso, acabou incitando uma grande multidão.

, agarrando em Paulo e Silas, arrastando-os para a praça, à presença das autoridades, os denunciaram dizendo que eram judeus, e estavam propagando costumes contrários aos romanos, perturbando a cidade.

Os oficiais rasgaram as roupas deles e mandaram surrá-los com varas, e os lançaram na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. “Este, recebendo tal ordem, levou-os para o cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco” (v 24).

Ocorreu que, por volta da meia-noite, Paulo e Silas, oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais prisioneiros escutavam. De repente, sacudindo os alicerces da prisão, um grande terremoto abriu todas as portas, arrebentando as cadeias de todos.

Desesperado, supondo que os presos tivessem fugido, o carcereiro puxou da espada para se suicidar. Paulo, porém, gritou em alta voz dizendo-lhe que não fizesse nenhum mal, pois todos estavam ali.

Então, o carcereiro, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas, e lhes perguntou: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v 31).

Essa resposta, na verdade, significou para o carcereiro, que não lhe restava outra saída, senão confiar em Jesus. Em outras palavras, Paulo lhe teria dito: Fale com Jesus Cristo e confie nele. Ele é aquele que se entregou em resgate por todos, e se tornou o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5, 6).

“Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus”. Ora, valeu a pena ao carcereiro ter falado com Jesus e confiado nele.

 Nas horas de fracasso e frustrações

Outrosque estão desapontados, desiludidos, decepcionados, porque os seus projetos, como castelos de areia, desmoronaram. Se for este o seu caso, fale com Jesus. Fale com ele também sobre suas frustrações e sobre seus fracassos. Faça como fizeram os dois discípulos de Emaús. Eles também estavam despontados com os últimos acontecimentos de Jerusalém, cujo foco era a crucificação de Jesus.

Depois daqueles impressionantes acontecimentos, na verdade, todos os seguidores de Cristo, a começar pelos apóstolos, foram tomados de uma grande tristeza, uma vez que, tendo convivido com Jesus, bem como, tendo presenciado os seus feitos sobrenaturais, tinham depositado nele toda a esperança.

Eis senão quando o Mestre é traído, preso e condenado a ser crucificado e morto numa cruz. Isso não foi um choque para os discípulos, como também tornou-se motivo de perseguição e perigo de morte, razão pela qual eles se dispersaram e fugiram. Os dois discípulos de Emaús voltaram para casa (Lc 24.13-35).

Ainda no caminho, Jesus, ressuscitado, os alcançou e começou a conversar com eles, sem que o identificassem. Foi quando eles contaram a Jesus toda a sua frustração.

Tendo descrito a paixão, revelando as suas dúvidas a respeito da ressurreição, explicaram como os principais sacerdotes e as autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Esperavam eles que Jesus remiria Israel, mas fazia três dias que os fatos aconteceram. Na verdade, eles tinham perdido a esperança.

Então, disse-lhes Jesus: “Ó néscios e tardios de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (vv 25-27).

Impressionados com a Palavra de Cristo, os dois discípulos o convidaram para ficar com eles. Na hora do jantar, porém, Jesus “... tomando o pão, abençoou-o, e, tendo-o partido, lhes deu; então se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (vv 30-32).  então reconheceram pessoalmente que o seu visitante ilustre era o próprio Messias, o Filho de Deus.

Imediatamente voltaram para Jerusalém para encontrar com os demais discípulos e contar-lhes a incrível experiência que tiveram do inusitado encontro, do qual resultou-lhes uma extraordinária renovação espiritual.  Ficaram tão felizes que não hesitaram em andar outros onze quilômetros, de Emaús até Jerusalém, a fim de proclamar a todos que Jesus realmente houvera ressuscitado.

Para aqueles que nadacerto, e se sentem, por isso, fracassados, o jeito é falar com Jesus. Não sem antes lembrar da promessa divina de que o choro (por qualquer fracasso) pode durar uma noite; mas a alegria (da providência) vem pela manhã (Sl 30.5).

Se você também é um daqueles que estão desapontados, desiludidos, decepcionados, porque os seus projetos, como castelos de areia, desmoronaram, fale com Jesus. Aos discípulos de Emaús valeu a pena terem falado com ele.

Nas horas de privações e necessidade

E então? Os negócios não vão bem? Foi despedido do emprego? Trabalhou, mas não recebeu? O dinheiro está curto? Tudo está dando errado? Você está perdendo a batalha? Lembre-se de que você precisa contar tudo a Jesus. Faça como fez Pedro, o pescador. Ele contou a Jesus o grande fracasso que ele teve numa pescaria que durou a noite inteira.

Antes, porém, de lhe contar o melhor da história, quero lhe dizer que Jesus começou o seu ministério na Galiléia, no poder do Espírito Santo, ensinando nas sinagogas, sendo glorificado por todos. Logo sua fama se espalhou por toda a circunvizinhança (Lc 4).

Na sinagoga de Nazaré, onde fora criado, tomando o livro do profeta Isaías, achou o lugar onde estava escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (v 18). Tendo fechado o livro, disse-lhes Jesus: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (v 21).

Então, Jesus começou a manifestar o seu poder sobre os demônios, sobre as doenças, como também sobre a natureza. no lago de Genesaré, conhecendo os princípios da acústica, pois fora ele mesmo quem os estabeleceu, entrou no barco de Simão Pedro, pedindo-lhe que o afastasse um pouco da praia para que pudesse falar e ensinar as multidões.

Quando acabou de falar, disse a Simão e aos seus companheiros que lançassem as redes ao lago para pescar. Foi quando Pedro contou a Jesus todo o seu fracasso. Disse-lhe que o lago não estava para peixe, pois tinham trabalhado toda a noite, e não conseguiram  apanhar nem um lambari.

No entanto, apesar de terem trabalhado em vão, nada conseguindo naquela noite, ponderou: Mestre, embora tenhamos feito tudo o que sabemos a respeito de pescaria, e nada conseguimos apanhar, “... sob a tua palavra lançarei as redes” (Lc 5.5). E assim foi.

O fato é que apanharam uma tão grande quantidade de peixes, que as redes começaram a se romper. “Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique”.

Observe-se que, a Simão, foi bom ter contado a Jesus o seu fracasso. Conte-lhe, você também, todos os seus problemas. Cheguei-me com meu coração /aflito, eu, vil pecador; / achei em Jesus compaixão, / um refúgio de eterno amor. / Cheguei-me ao Senhor, nele achei / repouso, abundância e luz; / guiado por ela eu irei / até onde habita Jesus.

Conte-lhe também as suas vitórias

Lembre-se de que nós devemos contar tudo a Jesus. Não os nossos problemas, como, por exemplo, quando passarmos pelos perigos de morte, ou quando estivermos perdidos, ou na doença, na tristeza, na desilusão, no fracasso. Devemos também, com alegria, contar a ele as nossas vitórias, que afinal, foram concedidas por ele mesmo.

Revelando que a seara é grande, e que os trabalhadores são poucos, por isso devemos pedir ao Senhor da seara que mande mais trabalhadores, Jesus designou setenta discípulos, enviando-os “como cordeiros para o meio de lobos”.

Não deveriam levar bolsa, nem sandálias, e não deveriam perder tempo, cumprimentado alguém pelo caminho, como era costume do povo. Na casa em que entrassem, a saudação seria esta: Haja paz nesta casa.

A missão deles seria pregar o evangelho do Reino de Deus, curar os enfermos e expulsar os demônios. Investindo-os dessa autoridade, disse-lhes Jesus: “Quem vos der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita aquele que me enviou...”. Revestidos do poder do céu, saíram os discípulos para libertar os oprimidos na terra.

Dias depois, possuídos de grande alegria, porque foram vitoriosos também contra os demônios, regressaram os setenta discípulos, e contaram tudo a Jesus, acrescentando: “Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome”.

De fato, contaram a Jesus também as suas vitórias. Conta as bênçãos, / conta quantas são, / recebidas da divina  mão; / vem dizê-las  todas de uma vez;  /e verás, surpreso, / quanto Deus vez”.

Tendo os próprios discípulos testemunhado a respeito do poder que eles exerceram sobre os demônios, Jesus, talvez recordando o dia em que o príncipe das trevas fora expulso das paragens celestiais, tendo sido quebrado o seu poder, disse-lhes: “Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago”.

Esclarecendo, porém, aos discípulos de que não deveriam ficar felizes só porque os demônios se submetem a eles, disse-lhes Jesus: alegrem-se antes de tudo por terem os vossos nomes escritos no céu. De fato, não podemos fazer do poder sobre os demônios, ou do sucesso do nosso ministério, a única fonte de alegria. O motivo da nossa alegria é que os nossos nomes estão inscritos no livro da vida.

Na verdade, você deve contar tudo a Jesus. Conte-lhe todos os seus problemas, sejam os perigos de morte, ou porque você está perdido, doente, triste, desiludido ou fracassado. Ainda, com alegria, conte-lhe também as suas vitórias.

Conte-lhe tudo, enquanto é tempo. Agora, ele pode ser encontrado em todo o lugar, em qualquer hora. Estamos na época da graça, cuja porta ainda está aberta. Até quando, não sabemos. Assim, diz a Bíblia: “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55. 6).

Sabemos que algum dia, Jesus não será encontrado. “Eis que vêm dias, diz o SENHOR Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do SENHOR, e não a acharão”.

Justificando o fato de que não sabemos o dia, nem a hora, em que a porta da graça vai se fechar, Jesus falou figuradamente a respeito das bodas do cordeiro, nas quais foram convidadas dez virgens, que deveriam ter suas lâmpadas abastecidas de azeite, para que ficassem sempre acesas, até o momento da cerimônia (Mt 25.1-13).

Descuidando-se do azeite, porém, cinco delas foram negligentes, por isso as lâmpadas se apagaram e tiveram que sair para comprar azeite. Enquanto isso “... chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço”.

Não é sem razão que a Palavra recomenda para falarmos logo com ele, porque não sabemos o dia, nem a hora, em que a porta vai se fechar. Por isso também dizem as Escrituras (Hb 3.15) que se ouvirem hoje a voz de Deus, não se mostrem duros de coração. Meu amigo, hoje tens a escolha: vida ou morte, qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde; hoje cristo te quer libertar.

Enviar para um amigo | Versão para impressão | Voltar |  Recomendar