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O homem que venceu a Morte
Pedro Liasch Filho

 

A história do médico húngaro Ignaz Semmelweis (1818-1865) é deveras impressionante. Assistente de obstetrícia do Hospital Geral de Viena, teve uma experiência tão terrível, por consistir na morte inexplicável de várias mulheres, quanto contributiva para a ciência médica, não só no que se refere ao conhecimento das infecções mortíferas, verificadas nos hospitais, como também, no sentido de erradicá-las em favor da vida.

Havia naquele hospital duas alas destinadas às parturientes. Numa delas, o parto era assistido por enfermeiras, as quais, recebiam também aulas de parto. A outra ala era designada aos estudantes de medicina que assistiam demonstrações ginecológicas.

Havia nesse setor uma assustadora incidência de mortes após o parto, chegando à incrível proporção de 9 por 1. O problema era tão grave, que as mulheres imploravam chorando em lágrimas para não serem enviadas à ala dos estudantes, pois, para elas, isso representava a morte quase certa.

Foi quando Semmelweis observou que os estudantes de medicina, além de não lavarem as mãos, a maioria deles compareciam às aulas ginecológicas, procedentes da sala de dissecação de cadáveres. De outro lado, as enfermeiras, antes de comparecerem às aulas, não só lavavam as mãos, como também se apresentavam elegantemente asseadas.

Tendo assistido a autópsia de um dos colegas, morto em conseqüência de um corte, Semmelweis notou que, tanto no caso das parturientes, quanto no caso do seu amigo, havia evidente semelhança no estado patológico de cada um. Logo concluiu que o problema estava diretamente relacionado com a falta de higiene. Sem o saber, as enfermeiras praticavam a anti-sepsia profilática, ou seja, através do asseio, elas reprimiam os micróbios causadores de doenças.

Havendo estabelecido em todas as alas do hospital, rigorosas condições de higiene, Semmelweis notou logo, que a diferença entre a situação anterior de altos índices de contaminação do hospital, comparada com a situação posterior de assepsia profilática, era realmente significativa, já que a extraordinária percentagem de 90% de mortes no setor dos estudantes, tinha baixado incrivelmente em relação ao estado anterior, atingindo agora apenas uma cifra de 1,27%.

Quando não, foi o começo de uma guerra vitoriosa que a ciência médica travou implacavelmente contra os germes da morte. Hoje em dia, não se fala mais em óbitos por infecção patológica.

A história revela uma boa notícia, segundo a qual, não há problema de saúde tão obstinadamente antigo, quanto insidiosamente maligno, que não haja de ser vencido algum dia pela ciência médica, assim como, não há noite tão longa, que não se esvaia no romper da aurora.

No entanto, ainda que a ciência consiga dispor dos melhores recursos para adiar a morte, na esfera humana ela tem sido invencível, como de fato será até a vinda de Jesus. Diz a Palavra que ao homem está ordenado morrer uma vez, vindo depois disso o juízo (Hb 9.27).

Com efeito, não será preciso voltar ao século 19 para compreendermos o poder da morte e o pavor que ela imprime a todos os mortais, uma vez que, de fato, a morte é uma dura realidade. Ainda que o ser humano viva atemorizado com a expectativa do fim da sua existência, a verdade cristalina de que Jesus venceu a morte, serve-nos de consolo, amainando a tensão que este terrível mal tem causado à humanidade.

Disse Jesus a João, exilado na Ilha de Patmos: “Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.17, 18).

Quando José de Arimatéia tomou o corpo de Jesus, inerte, envolveu-o num pano limpo de linho, e o sepultou em seu túmulo novo, numa rocha, o inferno se efervesceu para comemorar.

“Consegui! Exultou Satanás. Sua figura se contorceu de riso. Matei a vida. O grito triunfante soou nas câmaras do inferno. E, por um breve e temeroso momento, toda a humanidade se espantou. Mas a figura divina não se deixou prender na armadilha. Seu corpo levantou-se do cepo, sua cabeça ainda intacta, sua vida preservada. Jesus embotara o corte do machado. Jesus zombara da ameaça do carrasco”. (Max Lucado, em Moldado por Deus, 2000 pg 110).

Na verdade, Jesus ressuscitou. Não é sem razão que o grito de Paulo, sobre o grande revés da morte, faz-se ecoar pelos cantos do mundo: “Onde está, ó morte, a tua vitória?” Cristo venceu a morte, por isso ele tem poder sobre ela.

Durante o seu ministério, Jesus já tinha demonstrado seu poder sobre a morte. Depois de haver curado o servo de um centurião romano, Jesus, acompanhado de seus discípulos, dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Aproximando-se da porta da referida cidade, viram uma grande multidão que acompanhava o enterro do filho único de uma viúva. Quando ela viu Jesus se aproximando, começou a chorar. O Senhor, porém, lhe disse: não chores. “Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe” (Lc 7.14, 15).

Noutra ocasião, chamado à casa de Jairo, chefe da sinagoga, cuja filha única, de 12 anos, estava muito doente, quase à morte, Jesus saiu para atender o chamado, mas não pode prosseguir, porque uma mulher hemorrágica, que sofria de longa data, o abordou no meio da multidão e foi curada pelo simples fato de tocar às vestes de Jesus.

Seguiu-se um diálogo bastante curioso, pois Jesus indagava: “Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro, com seus companheiros, disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem e dizes: Quem me tocou? Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu virtude”.

“Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada. Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz”.

Diz ainda o texto que enquanto Jesus falava com aquela mulher, veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo-lhe que a sua filha já estava morta, e não precisaria mais incomodar o Mestre.

Na casa de Jairo todos choravam pela morte da menina. Mas, chegando à casa, Jesus disse: “Não choreis; ela não está morta, mas dorme. E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. Entretanto, ele, tomando-a pela mão, disse-lhe, em voz alta: Menina, levanta-te! Voltou-lhe o espírito, e ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer” (Lc  8.40-56)

Outra manifestação do poder de Cristo sobre a morte foi a ressurreição de Lázaro (Jo 11). Ele tinha sido avisado que o seu amigo Lázaro, irmão de Maria e Marta, residentes em Betânia, estava muito doente.  Quando, porém, chegou àquela aldeia, Jesus encontrou Lázaro morto, já sepultado, havia quatro dias.

Tendo ordenado para que tirassem a Pedra do sepulcro, Jesus levantou os olhos para o céu, e disse: “Pai, graças te dou porque me ouviste” (v 41). Disse ainda que assim falava, por causa da multidão presente, isto é, para que cressem nele. E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! De fato, Lázaro ressuscitou, numa demonstração gloriosa de que Jesus tem poder sobre a morte.

O poder de Cristo sobre a morte, porém, foi além da imaginação dos seus discípulos, pois falando-lhes a respeito da relação pastor e ovelha, afirmou que, por causa das ovelhas desgarradas, ele daria a própria vida, mas que tinha poder para reassumi-la. “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai” (Jo 10.17, 18).

A evidência da ressurreição

A ressurreição de Cristo, na verdade, foi a prova de que ele tinha poder sobre a própria morte. Diz a Bíblia (Mt 27.62-66) que os principais sacerdotes e os fariseus pediram a Pilatos que ordenasse a uma guarda para que vigiasse o sepulcro com segurança até ao terceiro dia, uma vez que Jesus tinha previsto que ressuscitaria ao terceiro dia. “Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta” (v. 66).

Tornando-se o símbolo da autoridade e do poder de Roma, o selo deveria ser protegido pela guarda romana. Se alguém tentasse mover a pedra da entrada do sepulcro violaria o selo, o que seria um crime contra Roma. Na verdade, ali fora enviada a guarda para evitar um suposto golpe por parte dos discípulos, e, por outro lado, a pedra fora selada para impedir que os guardas colaborassem na remoção do corpo.

Com efeito, não seria possível que o corpo de Jesus fosse roubado, a não ser que os sessenta homens da guarda fossem tomados de sono ao mesmo tempo, mesmo estando sob o céu aberto. Isso também não seria possível, já que o castigo para quem abandonasse o posto, ou dormisse nele seria a morte. Assim, o medo de punições fazia com que os soldados dedicassem total atenção ao dever, especialmente nas vigílias da noite.

O fato é que, no domingo de páscoa, o corpo de Jesus não fora encontrado no sepulcro. Ora, se por aquelas razões, não poderia ter sido roubado, certamente fora tirado da sepultura pelo próprio poder de Cristo, como ele mesmo havia predito que daria a própria vida para reassumi-la de novo.

Observe-se que a providência dos principais sacerdotes e dos fariseus para que o túmulo fosse selado e ainda guardado com total segurança acabou ajudando a demonstrar a veracidade da ressurreição de Cristo, pois, mesmo estando o sepulcro selado, e não havendo nenhum negócio suspeito, o túmulo foi encontrado vazio, ficando patente indiscutivelmente que Jesus ressuscitou.

Segundo as Escrituras, ele apareceu, primeiro, ao apóstolo Pedro, depois, aos doze apóstolos, e finalmente foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria era viva à época de Paulo (1Co 15.3, 6).

Além disso, diz a Bíblia que o poder de Jesus sobre a morte vai além da própria ressurreição, pois livrará também os crentes do poder da morte. “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2). 

Sempre que converso com alguém, procuro uma brecha para lhe falar do evangelho de Cristo. Certa ocasião, numa conversa fortuita, um dos meus pacientes, embora estivesse reclamando da sua situação, reconheceu que nem tudo estava perdido. Afinal, disse ele, só não se dá jeito para a morte.

Foi aí, nessa última frase, que encontrei um gancho para lhe falar de Cristo. Disse-lhe, então: Sabe de uma coisa? Eu descobri que até para a morte se dá um jeito? Surpeso, ele indagou: Como? E eu lhe respondi, recitando-lhe a Palavra de Cristo, mencionada em João (11.25, 26): “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”

Como ele se interessou pelo assunto, prossegui explicando-lhe a Palavra, e concluí com esta jóia de Cristo: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

Lembre-se, no entanto, de que o poder de Jesus sobre a morte, de fato, vai além do poder da ressurreição de mortos; vai além do poder que ele mesmo exerceu na sua própria ressurreição; como ainda vai além do poder de livrar os crentes da morte, uma vez que, na verdade, ele tem o poder para destruir a própria morte.

A salvação, diz a Bíblia, tem três tempos, a saber, justificação, santificação e glorificação. Justificação, o primeiro tempo, indica o veredicto de absolvição (Rm 8.1). Significa libertação da culpa e da penalidade do pecado.

O segundo tempo da salvação é a santificação, através da qual o crente é liberto do hábito e do domínio do pecado (Rm 6.14). Significa essencialmente separação do pecado.

O terceiro tempo da salvação é a glorificação, na qual se torna o crente glorioso à semelhança de Cristo. Será na segunda vinda de Jesus, ocasião em que, no arrebatamento ou na ressurreição, os crentes serão transformados em corpos gloriosos (1Co 15.53). Na glorificação, participando da natureza divina, os crentes serão eternamente salvos da presença e da maldição do pecado, cujo aguilhão é a morte, que então será destruída.

Paulo (1Co 15.25, 26, 55-57) deixou isso bem claro: “Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Em um diálogo entre um missionário e um lavrador, novo convertido, que tinha sido mordido por uma abelha, disse-lhe o missionário: de uma coisa você pode estar absolutamente certo. Nunca mais aquela abelha ferroará alguém. Por que? Perguntou o novo convertido, acrescentando: você a matou? Não, não a matei – respondeu o missionário – e explicou: A abelha só tem um ferrão, que sendo espetado em alguém, lá fica encravado. Mesmo que ela, pousando em alguém, queira ferroa-lo, não poderia, pois já não tem o ferrão para espetar.

Depois, lhe fez ainda a seguinte analogia: O ferrão da abelha é o exemplo do aguilhão da morte. Do modo como a abelha deixa o seu ferrão encravado onde pica, assim também a morte, pousando em Jesus, na cruz, nele deixou o seu aguilhão. Quer isso dizer que a morte agora pode pousar em qualquer um que tenha crido em Jesus, e tenha se tornado cristão, que não mais pode feri-lo mortalmente, pois já não possui o aguilhão da morte.

Na verdade, os crentes em Cristo podem fazer ecoar este grito triunfal: Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? A vitória é nossa pelo sangue de Jesus

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