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Novas de Alegria
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O palhaço sou eu
Pedro Liasch Filho

 

Em uma cidade do interior do México, um homem de nome Ramires, embora fosse relativamente rico e desfrutasse plena saúde física, encontrava-se muito deprimido, angustiado e ansioso. havia procurado alguns médicos e recorrido a vários tratamentos, sem nenhum resultado. Então, indicaram-lhe um médico, o Dr. Lucas, especialista em depressão, a quem consultou sobre as queixas que se tornavam insuportáveis.

Depois de examiná-lo cuidadosamente e de analisar alguns exames, o médico disse-lhe que não havia enfermidade alguma, que ele estava em perfeitas condições físicas.

Fixando o olhar nos olhos de Ramires, o dr. Lucas disse:

— Você precisa se distrair, gozar a vida. Leia um bom romance, vá ao cinema, ao teatro. Veja, na tv, aqueles programas humorísticos. O remédio mais indicado para a sua melancolia é se divertir e se alegrar. Logo você ficará livre de sua tristeza.

Desapontado, apenas meneando a cabeça negativamente como se estivesse duvidando da receita, Ramires disse ao médico:

— Doutor, isso é o que eu mais faço na minha vida. Já experimentei todo tipo de divertimento que o senhor possa imaginar.

— Nesse caso — disse o médico —, resta uma coisa que talvez você ainda não tenha experimentado. Estou certo de que isso irá ajudá-lo a sacudir de vez esse desgosto profundo. — Em seguida, remexendo nos papéis espalhados pela mesa, pegou um panfleto, olhou-o sorrindo, e disse-lhe: — Aqui está.

E, de novo fixando atentamente o olhar em Ramires, esboçando entregar-lhe o folheto, continuou:

— Você já deve saber algo a respeito do Circo Zamora, como, de fato, todos nesta cidade o sabem. Dizem que ele tem o palhaço mais engraçado do mundo. Não há quem não se sinta feliz em assisti-lo. Disseram-me que quando ele entra no picadeiro e começa a fazer graça, a platéia inteira cai na gargalhada. Vá ver e ouvir esse notável palhaço. Você ficará completamente curado.

Tomando nas mãos o folheto, com a voz repassada de angústia e desolação, Ramires exclama:

— Ah! Doutor! A sua receita não me serve para nada! — E, olhando fixamente para o médico, disse-lhe: — Doutor, o palhaço sou eu. 

Na verdade, é uma grande ilusão pensar que a verdadeira felicidade está no riso de um divertimento, ou nas gargalhadas provocadas pelo talento de algum artista. Se por um lado, nalguns aspectos, as alegrias passageiras do mundo são benéficas, pois poderiam promover a saúde física e mental, por outro lado, nada mais é do que um invólucro superficial de uma felicidade falsa, de que se serve satanás para esconder a profunda tristeza que aflige o coração dos homens sem Deus. “Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza” (Pv. 14.13).

No entanto, a divulgação de tais alegrias cresce largamente, oferecendo-nos prazeres e divertimento cada vez mais, sempre com o fito de abafar a voz de Jesus que, no íntimo de cada um, clama: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).

 “Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo” (Jo 15.11).

“... Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo...” (Rm 14.17).

“... A minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias...”. Is 61.10.

 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem” (Sl 128.1, 2).

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