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Novas de Alegria
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Chuva de baixo para cima?
Pedro Liasch Filho

 

Durante uma longa e devastadora estiagem que assolou as ilhas Novas Hébridas, o heróico e pioneiro missionário John Gibson Paton (1824–1907) se encontrava há vários anos em Aniwa, nas ilhas Lewis. Já estava bastante desanimado, pois não via nenhum fruto do seu longo e penoso trabalho evangelístico junto aos nativos. Na verdade, seus esforços estavam sendo ainda mais prejudicados pela terrível seca.

Aí, o missionário teve a brilhante idéia de cavar um poço e convencer os indígenas de que poderiam obter água de baixo da terra. Explicou como ia fazê-lo, mas eles não acreditavam que um absurdo desses poderia dar certo, uma vez que nunca tinham visto um poço antes e jamais imaginavam que houvesse água em baixo do chão.

A notícia se espalhou pelas ilhas, e os nativos pensaram que o missionário tinha enlouquecido. O que? Indagaram – nuvens em baixo da terra? Subir a chuva em vez de descer? Não, não, missi, isso nunca se viu. Eles sabiam que a água sempre vinha de cima, e que nunca poderia vir de baixo.

Embora desacreditado pela tribo, ainda conseguindo a ajuda de alguns nativos, John Paton deu início à abertura do poço, e continuou cavando pacientemente por mais de três semanas. Tendo já atingido cerca de 20 metros de profundidade, eis senão quando, num belo dia de outra manhã ensolarada, o missionário grita lá de baixo: Água! Água! Enrolem o sarilho e puxem-me depressa! Foi o que eles fizeram.

Depois de mais de uma hora, esperando que a água subisse até o nível normal, e que todo o resíduo de terra se acomodasse no fundo do poço, ainda tendo de controlar a impaciência e a curiosidade dos nativos, o missionário desenrolou o sarilho e vagarosamente desceu o balde até ouvir o som característico de sua batida na água. Em seguida, enrolando o sarilho, sentindo o peso do balde, o tirou para fora do poço, e o apresentou aos indígenas cheio de água pura e cristalina.

Não é preciso dizer que uma grande festa, com rituais, cânticos e danças de alegria se espalhou por toda a tribo, enquanto gritavam missi, missi, missi. Na verdade, o fato de terem conseguido água de baixo da terra, para aquela gente, era realmente um grande milagre; era como se mundo tivesse virado de cabeça para baixo.

Foi o começo de uma grande vitória para o Reino de Deus. Os nativos pensaram: Se o missionário falava a verdade quando disse que tiraria água de baixo do chão, com certeza ele também diz a verdade a respeito do Deus lá de cima, do céu.

No domingo seguinte, o chefe da tribo convocou o povo e declarou: De hoje em diante devemos acreditar em tudo quanto disser o missionário a respeito do Senhor Deus, criador do céu e da terra. E, em seguida, ordenou que todos lhe trouxessem os seus ídolos e amuletos, a fim de serem destruídos, pois, doravante iriam servir e adorar somente ao Deus do missionário, pois passaria a ser também o Deus deles, o Pai nosso que está nos céus.

Assim como os nativos das Hébridas esperavam as águas através dos meios naturais, a saber, das nuvens, porém, as obtiveram da terra, de modo igual, em vez de ficarmos esperando bênçãos exteriores, se cremos em Jesus, como dizem as Escrituras, roguemos ao Pai que nos faça fluir os rios de água viva, o suprimento abundante de que dispomos em lugares férteis do nosso próprio espírito.

Sabe-se que, mesmo em terras áridas, onde quase não há chuvas, existem árvores verdes e frutíferas. Tais árvores permanecem saudáveis porque suas raízes são irrigadas por correntes de águas subterrâneas.

Assim também, não fique surpreso quando encontrar alguém, radiante de alegria, cheio de vida e paz, mesmo diante do mundo de miséria, cheio de pecado e incredulidade. É que as raízes de sua fé chegaram também aos lençóis da água viva, de onde retiram a energia suficiente para lhes produzir frutos para a vida eterna.

“E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (Jo 7.37, 38).

“... Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (Jo 4.13, 14).

“E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” (Ap 22.17).

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