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Ver para crer e deixar de crer
Pedro Liasch Filho

A outra possibilidade é crer e deixar de crer.  Não é incrível o fato de se ver para crer e deixar de crer? Ver para crer, também do ponto de vista de sentir, constatar, ou perceber algo da parte de Deus. Pedro e os dois discípulos de Emaús creram e deixaram de crer, embora tivessem voltado a crer de novo. Muitos, porém, creram e deixaram de crer definitivamente.

Além de apostasia, chama-se isso ingratidão. “Assim diz o SENHOR: Que injustiça acharam vossos pais em mim, para se afastarem de mim, indo após a vaidade e tornando-se levianos”? “Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas (Jr 2.5, 13.

Creio não haja outro povo mais ingrato do que os israelitas. Observe-se que eles tinham toda a razão do mundo para crer em Deus, como de fato o creram, pois viram o poder do Senhor dos exércitos, não quando foram resgatados milagrosamente do Egito, mas também quando presenciaram o milagre do mar vermelho.

Depois da travessia pelo mar aberto, cantando a vitória, segundo a qual Deus tinha lançado ao mar o cavalo e o cavaleiro de Faraó (Êx 15), Moisés e os filhos de Israel louvaram alegremente ao Senhor. Considerando-se que eram cerca de 3 milhões de pessoas, a uma voz, cantando e louvando a Deus, dá para se ter uma idéia da grandiosidade do espetáculo. Sem dúvida, foi um extraordinário cântico de no Deus eterno, criador dos céus e da terra.

No entanto, não muito tempo depois, em Cades-barnéia, revelando sua ingratidão, descrente, esquecendo-se das maravilhas de Deus, o povo murmurou e se rebelou escandalosamente contra Moisés e seus dois príncipes, Josué e Calebe. De acordo com o livro de Números (13.31-33), essa ingratidão foi precisamente a razão pela qual Deus não permitiu que o povo de Israel tomasse posse da terra prometida imediatamente como estava previsto anteriormente.

Embora tivesse sido aprovada pelos espias, bem assim, estivesse Moisés pronto para conquistar a nova terra, a esperada posse foi conseguida depois de 40 anos. Tudo porque, numa demonstração de infidelidade e covardia, as murmurações, as mentiras e as difamações de dez dos doze espias enviados à terra prometida, prevaleceram contra a de dois príncipes fiéis a Deus e a Moisés.

Ora, Josué e Calebe relataram toda a verdade a respeito de Canaã, segundo a qual, verdadeiramente era uma terra que manava leite e mel. Para provar o que diziam, trouxeram um cacho de uvas, como também figos e romãs.

Observe-se que a infâmia dos espiões mexeriqueiros foi tão maléfica, que a população de Israel não ficou plenamente contaminada e por isso totalmente revoltada, como também acabou invertendo totalmente os valores, ou seja, a verdade virou mentira, bem como, a mentira passou a ser verdade.

Então, diante de uma grande rebelião entre o povo, manifestou-se a glória de Jeová que, em sua justiça, decidiu destruir a todos. Foi quando Moisés, mesmo humilhado pela revolta, intercedeu pelo povo, conseguindo aplacar a ira de Deus. No entanto, infelizmente a esperada posse da terra prometida foi conseguida depois de 40 anos.

Os rebeldes, porém, não tiveram esse privilégio, pois dos doze espias, apenas Josué e Calebe, como também aqueles que tinham menos de 20 anos quando saíram do Egito, puderam entrar na nova terra. Na verdade, creram e deixaram de crer. Assim, abandonando o manancial de águas vivas, cavaram cisternas rotas, que não retêm as águas.

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