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Ver para crer e nunca deixar de crer
Pedro Liasch Filho

Deixe-me falar agora sobre o crer e nunca deixar de crer. Ora, melhor é ser como Tomé, que, embora precisou ver para crer, como de fato acontece com todos, tendo crido, nunca deixou de crer. Se por um lado crer e deixar de crer é ingratidão, por outro, crer e nunca deixar de crer é fidelidade. Bem disse Jesus: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

Fidelidade, ademais, é ficar com Cristo. É permanecer no Caminho de Cristo. Quando Barnabé chegou a Antioquia, onde os cristãos dispersos pregaram o evangelho, e muitos se converteram, vendo ele a graça de Deus, alegrou-se, e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor (At 11.3).

A ordem é permanecer em Cristo, apesar das tentações: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). “... Não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).

Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre” (1Jo 2-15-17).

Ensina-nos a Palavra que, permanecendo em Cristo, poderemos vencer as tentações: “Porque a sua ira dura um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite; mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5).

E mais: “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar” (1Co 10.13).

Muitas razões tem o crente para permanecer em Cristo. Em primeiro lugar, deve permanecer em Cristo para crescer espiritualmente: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18). “... Desejai como meninos recém-nascidos, o puro leite espiritual, a fim de por ele crescerdes para a salvação...” (1Pe 2.2). “... E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos” (At 2.42, 43).

Permanecendo em Cristo para obter vida abundante: “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10). “... Que Cristo habite pela nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus” (Ef 3.17-19).

Permanecendo em Cristo para produzir muitos e adequados frutos espirituais. “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, essemuito fruto; porque sem mim nada podeis faze” (Jo 15.5). Aquele que permanece será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto no tempo certo, e cuja folhagem permanece viva. E tudo quanto fizer prosperará (Sl 1.1-3).

Permanecendo em Cristo para conhecer a verdade e obter completa libertação. Adverte-nos Paulo para que ninguém nos embrame com sua filosofia e vãs sutilezas, as quais procedem da sabedoria humana. Devemos, isto sim, buscar a sabedoria de Cristo, no qual habita corporalmente toda a plenitude da Divindade (Cl 2.8, 9). “Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.31, 32).

Permanecendo em Cristo, a fim de cooperar com os demais irmãos, na Assembléia dos santos e no progresso do Reino de Deus: “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia” (Hb 10.23-25).

Permanecendo em Cristo, a fim de possuir o poder espiritual da sua Palavra. Numa sinagoga, em Cafarnaum, na galiléia, Jesus proferiu o mais controvertido discurso do seu ministério. Disse que ele (sua própria carne) era o pão vivo que desceu do céu, e que o daria pela vida dos homens. E que se alguém comer dele viverá para sempre. Fora os Apóstolos, todos ficaram escandalizados. Porém, disse-lhes Jesus: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6.63).

Permanecendo em Cristo, cuja Palavra é transmissora de vida eterna. Logo depois do controvertido discurso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e não andavam com ele. “Então perguntou Jesus aos doze: Por ventura quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o santo de Deus” (Jo 6.68, 69).

Permanecendo em Cristo para obter uma vida nova. Não basta converter-se, entregar-se a Cristo, receber a Cristo, nascer de novo. É preciso permanecer nele. Na figura da videira, Jesus é o tronco e os cristãos, os ramos. Nenhum ramo, por si mesmo, pode produzir fruto. Constitui o ramo apenas receptáculo do fruto, que por sua vez é produzido pelo tronco. Assim também, se alguém está em Cristo, ou seja, permanece nele é uma nova criatura; as coisas velhas passaram; eis que tudo se fez novo (2Co 5.17).

Permanecendo em Cristo para obter a verdadeira paz. Por causa da justiça e do nome de Jesus, os cristãos serão injuriados, perseguidos, e caluniados (Mt 5.11, 12). O Senhor, porém, numa palavra de consolação, nos diz que, mesmo passando por aflições, nele teremos paz. “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

Ainda nas tempestades da vida, a saber, nas nossas tribulações, angústias ou perseguições, podemos usufruir a maravilhosa paz de Cristo. Nadaque temer, nem no presente, nem no futuro, pois ele está conosco todos os dias da nossa vida. No mundo passaremos por aflições, porém, nele teremos paz.

Permanecendo em Cristo para obter respostas às orações. O Apóstolo João (1Jo 3.22) diz que se guardarmos os mandamentos de Cristo, ou seja, se permanecermos na sua Palavra, tudo o que pedirmos, dele receberemos. Em seu discurso de despedida, falando ainda sobre a figura da parreira e dos ramos, Jesus disse: “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7).

Na verdade, Jesus espera que todos nós, não reconheçamos a sua divindade, mas também, mantendo-o no centro da nossa vida, que o tenhamos na conta de Senhor e Mestre, em cuja Palavra devemos permanecer firmes, considerando-o acima de tudo, o cabeça da igreja. E que, de fato, dele nunca nos afastemos.

Lembre-se, porém, de que a condição do permanecer em Cristo está na obediência aos seus ensinamentos. Isso ficou bem claro numa conversa que ele teve com alguns judeus novos convertidos: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos...” (Jo 8.31, 32). Noutra ocasião, numa de suas ultimas instruções, disse: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” (Jo 15.10).

Lembre-se ainda, de que a quebra de todo o preceito, ordem ou mandamento, tem suas conseqüências. Se por um lado, aos que crêem em Cristo, e permanecem nele, seguem-se as bênçãos da vida radiante e da vida eterna, por outro lado,  a conseqüência do não permanecer  é  a morte espiritual. “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam” (Jo 15.6).

Conseguintemente, é melhor seguir o exemplo de Tomé, pois, embora ele precisou ver para crer, como de fato acontece com todos, pois precisam ver (em todos os sentidos) para crer, tendo crido, nunca deixou de crer, isto é, permaneceu em Cristo.

O sábio de coração aceita os mandamentos, ou seja, permanecem no Caminho (Pv 10.8). No entanto, para permanecer no bem o sábio, cauteloso, desvia-se do mal (Pv 14.16). 

Adverte-nos Paulo para que andemos como sábios procurando compreender qual a vontade do Senhor (Ef 5.15-17), pois aquele que faz a vontade de Deus, esse permanece para sempre (1Jo 2.17). Finalmente, diz Daniel que os que forem sábios, resplandecerão como o fulgor do firmamento (Dn 12.3).

 

É melhor ser como Tomé, que, embora precisou ver para crer, tendo crido, nunca deixou de crer...

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