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Espiritualidade, decadência e apostasia
Pedro Liasch Filho

Discorrendo inicialmente sobre os temas: espiritualidade, decadência e apostasia, discutiremos neste trabalho a grande questão do momento: a necessidade de um reavivamento espiritual para a Igreja de Cristo, no Brasil e no mundo. Abordaremos icialmente a situação espiritual de três das sete Igrejas da Ásia referidas no Apocalipse, a saber, Filadélfia, Éfeso e Laodicéia, devido ao paralelismo existente entre essas três igrejas e a Igreja de Cristo na atualidade, pois cada uma delas está contida em uma de nossas igrejas.

Consideram os comentaristas bíblicos que as sete igrejas representavam, cada uma delas, um período histórico da Igreja de Cristo.

ÉFESO – o período da era apostólica.

ESMIRNA – a era da perseguição, que se prolongou até o século quatro.

PÉRGAMO – a igreja estatal dos séculos quatro ao seis, apoiada pelo imperador Constantino, cujo pe­rí­­o­do foi denominado de a prosperidade papal.

Tiatira – a Idade Média, por exemplo, o período de apostasia e de trevas, que se prolongou do século seis ao dezesseis.

Sardes – a Igreja morta no tempo da Reforma Protestante dos séculos dezesseis ao dezoito.

Filadélfia – a Igreja viva da época das Missões Modernas dos séculos dezoito ao vinte.

Laodicéia – a Igreja dos Últimos Dias: período da apostasia do século vinte até a volta de Cristo.

Sabe-se que à época da visão de João, quando o apóstolo escreveu às sete igrejas, existiam centenas de Igrejas na Ásia. As sete igrejas citadas no texto representam cada uma delas, não só um período histórico, mas também o tipo de alguma denominação cristã ou igreja local, existente em algum lugar do mundo e em qualquer época. Isso na verdade é o que Jesus deixou-nos entender quando disse: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap 3.6)”.

Este estudo da Palavra passa necessariamente por uma abordagem paralela sobre a situação espiritual de três daquelas igrejas, a saber, FILADÉLFIA, ÉFESO e LAODICÉIA. Estas igrejas constituem tipos de congregações que apresentam estágios espirituais intermediários, isto é, espiritualidade, decadência e apostasia.

Assim, os comentários a respeito da situação espiritual de cada uma destas três igrejas referem-se também aos seus antítipos, isto é, a qualquer igreja da nossa época, que apresente características similares a elas. Por isso, à medida que estudamos os casos destas igrejas, faça concomitantemente uma análise da sua própria congregação, verificando os aspectos nos quais elas são semelhantes. Mas não se esqueça de se incluir, você mesmo, no contexto da sua igreja, pois ela subsiste em você e nos demais irmãos.

Saiba, no entanto, que você integra uma instituição da divindade, a Igreja de Cristo, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão jamais. Segundo a Bíblia, ela é a morada de Deus (Ef 2.22); edificação espiritual (1Pe 2.5); a família de Deus (Ef 2.19); a assembléia dos primogênitos (Hb 12.23); a casa de Deus (Hb 10.21); a coluna da verdade (1Tm 3.15); o templo de Deus (1Co 3.16); a esposa do Cordeiro (Ap 19.7) e o corpo de Cristo (Rm 12.5).

Ora, somente uma nova criatura, por exemplo, alguém que nasceu de Deus ou que tenha sido renovado pelo poder do Espírito Santo, é que poderia pertencer a essa instituição especial. “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” “Importa-vos nascer de novo” (Jo 3.5, 7)... Para se tornar participante do povo de cima, que fora chamado para anunciar as grandezas daquele que o resgatou das trevas e o colocou sob sua maravilhosa luz (1Pe 2.9).

Ora, nenhum cristão pertencente a esse povo adquirido deve ter uma vida vazia. Isso, infelizmente, ocorre, como, aliás, vinha acontecendo com a igreja de Éfeso, e como de fato aconteceu consumadamente com a igreja de Laodicéia. Observe-se que o declínio religioso implacavelmente levará a igreja a uma vida vazia, deixando-a conseqüentemente numa total apostasia. ela correrá o risco de vir a ser ainda mais atingida pelo mal.

Você se lembra ou ouviu falar de um antigo livrete conhecido como Livrinho do Coração?  É a figura do homem incrédulo, cujo coração está cheio de pecado, representado por vários animais: O pavão, do orgulho, o bode, da contenda, o porco, da glutonaria, o sapo, do mexerico, a cobra, da inveja, o tigre, da vingança e a tartaruga, da preguiça.

Convertendo-se, o homem, de pronto o esplendor do Espírito Santo expulsa-lhe do coração todos aqueles bichos, ainda preenchendo-lhe o vazio. É assim que o velho homem se transforma em uma nova criatura. Caso, porém, se torne o coração vazio, ele corre o risco de vir a ser invadido novamente pelo mal como ensinou Jesus. Neste caso, o seu último estado torna-se pior do que o primeiro (Lc 11.24-26).

Realmente é perigoso quando o estado espiritual de uma vida vazia perdura, visto que se tornando infrutífera para a sua própria subsistência, certamente virá a extinguir-se, também se tornando inútil para o Reino de Deus.

Torna-se, pois, urgente que o povo de Deus retorne ao caminho da vida. Na verdade, vida espiritual, aqui na terra, corresponde à vida com Deus na eternidade, assim como morte aqui é morte . Ficou isto bem claro na parábola da figueira inútil que o Mestre contou aos seus discípulos:

“Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la” (Lc 13.6-9).

Considerando-se o perigo de uma vida vazia, que pode vir a ser cheia dos males temporais, cumpre ao crente livrar-se de toda a maldade para que possa vir a ser repleto dos bens espirituais. Maria, a mãe de Jesus, em seu poema denominado Magnificat, cheia do Espírito Santo, exaltando a Deus, disse: “Ele derrubou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos” (Lc 1.51-53).

Na verdade, todos aqueles que, necessitados espiritualmente, se chegarem a Deus, saberão que nunca se retirarão vazios. A menos, é claro, que estejam tão cheios de si mesmos, que já não haja neles lugar para qualquer bênção. Esvaziada, porém, de todos os males, a Igreja de Cristo poderá ficar cheia do Espírito Santo.

Jesus, na verdade, não instituiu sua Igreja para se tornar uma comunidade cristã apática, inoperante, sem o poder do alto. O Cristianismo vai muito além de uma religião formal. É o corpo de Cristo que, revestido de pureza, vida e poder, existe para refletir, na terra, a glória de Deus.

No entanto, isso será realidade à medida que lhe for derramado o Espírito Santo, sobre o qual disse Jesus no último dia de uma festa, quando se colocou em diante do povo e exclamou.

: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.37, 38).

As virtudes do Espírito, como rios de água viva hão de fluir para produzir um grande avivamento, tanto para restaurar vidas, quanto para evangelizar o mundo.

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