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A razão da festa do Purim
Pedro Liasch Filho

 

Encontra-se na Bíblia a mais impressionante história de inveja, cujo alvo foi Mordecai, o pai adotivo da rainha Ester. O desfecho dessa história deu origem à festa do Purim, cujo enredo você verá a seguir.

Mordecai era um homem temente a Deus. Além disso, por causa da sua fidelidade ao rei Assuero, bem como devido a sua integridade de caráter, e ainda por causa de sua liderança incontestável aos judeus, tornara-se alvo da inveja de Hamã, o braço direito do rei.

Aconselhado por sua mulher Zeres (Et 5.13, 14), Hamã construiu um cadafalso para uma forca de 22 metros e meio de altura, na qual, a seu pedido e por uma possível ordem do rei, deveria Mordecai ser executado. O plano incluía a exterminação dos judeus.

Ocorreu, porém, que numa noite, escapando-lhe o sono, bem como examinando os seus livros de memórias, o rei Assuero acabou descobrindo alguns fatos importantes a respeito da fidelidade de Mordecai. Notou ainda que a despeito de seus atos de fidelidade ao rei, Mordecai não fora condecorado.

No dia seguinte, tendo ordenado que Hamã se apresentasse no palácio, o rei lhe disse: “Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar? Então, Hamã disse consigo mesmo: De quem se agradaria o rei mais do que de mim para honrá-lo?”

Então, Hamã, orgulhoso, respondeu ao rei: “Quanto ao homem a quem agrada ao rei honrá-lo, tragam-se as vestes reais, que o rei costuma usar, e o cavalo em que o rei costuma andar montado, e tenha na cabeça a coroa real; entreguem-se as vestes e o cavalo às mãos dos mais nobres príncipes do rei, e vistam delas aquele a quem o rei deseja honrar; levem-no a cavalo pela praça da cidade e diante dele apregoem: Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar”.

“Então, disse o rei a Hamã: Apressa-te, e faze assim para com o judeu Mordecai. E não omitas coisa nenhuma de tudo quanto disseste”. Et 6.6-10.

O fato é que por ordem do rei, teve Hamã que fazer o que jamais pensou fazer na vida: honrar publicamente a Mordecai. O pior é que depois disso, tomando conhecimento de que Hamã tinha preparado uma forca para Mordecai, e que planejava executar os judeus, o rei ordenou que nela o próprio Hamã fosse executado (Et 7.9).

Essa é a razão pela qual os judeus comemoram o Purim, uma festa alegre, acrescentada à sua lista de dias festivos, depois do exílio na Babilônia. No dia do Purim relembram a ocasião em que, juntamente com Mordecai, eles foram miraculosamente salvos de um genocídio engendrado contra eles por Hamã.

Se você tem inveja de alguém porque é bem-sucedido na vida, ou porque tem algo que você gostaria de possuir, ou por algum privilégio, ou por qualquer outro motivo, saiba que isso é pecado e constitui um grande obstáculo para que o Espírito Santo opere em sua vida ou na sua comunidade.

Tornando-se o principal fruto da carne (Gl 5.21), a inveja tem sido responsável pelos mais hediondos crimes contra a pessoa humana. Por inveja, Caim matou Abel, seu irmão (Gn 4.5-8); também por inveja, José – filho de Jacó – foi vendido como escravo pelos próprios irmãos (Gn 37.41); ainda por inveja nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo foi entregue pelos sacerdotes para ser crucificado (Mt 27. 18).

Não é à toa que a Palavra diz para não sermos cobiçosos, invejando-nos uns aos outros. (Gl 5.26). E mais: “O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos” (Pv 14.30).

“O rancor é cruel e a fúria é destruidora, mas quem consegue suportar a inveja”? (Pv 27.4).

“O ressentimento mata o insensato, e a inveja destrói o tolo” (Jó 5.2).

“Quando o meu coração estava amargurado e no íntimo eu sentia inveja, agi como insensato e ignorante; minha atitude para contigo era a de um animal irracional” (Sl 73.21, 22).

Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.26). “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha” (1Co 13.4).

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